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Estudo avançado sobre sono prevê distúrbio de memória com até anos de antecedência

Um estudo mostra que o momento do sono pode prever muito antes qualquer sintoma

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Henrique Moraes
  • Agência Correio

  • Henrique Moraes

Publicado em 31 de março de 2026 às 21:00

Ter uma boa noite de sono está liga diretamente com a possibilidade de desenvolver demência no futuro, diz especialistas
Ter uma boa noite de sono está ligado diretamente com a possibilidade de desenvolver demência no futuro, diz especialistas Crédito: Freepik

As coisas que acontecem no seu cérebro enquanto você dorme podem dar respostas muito além do que se pode esperar. A revista Journal of the American Medical Association publicou um estudo que consegue captar sinais de demência futuramente durante o sono, muito antes do corpo indicar algum sintoma.

A solução feita em cima de tecnologias usando a Inteligência Artificial demonstra que a "idade cerebral" tende a ser mais importante do que a idade literal quando se fala de envelhecimento e memória.

Dormir com a porta aberta pode ser a solução ideal para quem sofre com problemas respiratórios e noites mal dormidas por Reprodução | Freepik

Isso é, com uma simples revisão do sono, é possível detectar se o cérebro humano está envelhecendo rápido demais ou não. E com isso, se precaver e ficar em alerta.

Idade cerebral visto no sono

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade da California juntamente com o Beth Israel Deaconess Medical Center, em Massachusetts, teve o intuito de observar o envelhecimento cerebral das pessoas ao decorrer dos anos. O teste foi realizado em 7 mil pessoas, onde foi visto sinais elétricos no cérebro enquanto dormiam.

Nele, foi possível detectar leves padrões nas ondas cerebrais durante o sono, com o auxílio de aprendizado de máquina (machine learning). Com o resultado do teste, uma estimativa foi feita com os dados fornecidos para ver a idade cerebral, que nem sempre vai estar de acordo com a idade real.

Um ponto chamativo do resultado, foi quando a idade cerebral estava extremamente a frente da idade cronológica, o que podia aumentar as chances de um futura demência. Já que o cérebro consegue anteceder qualquer diagnóstico.

Chances que podem ser um risco

Observando a diferença da idade cerebral e a idade cronológica, foi possível compreender que, quando existe 10 anos de diferença entre elas, a chance de desenvolver a demência aumenta quase 40%. Logo, quando a idade parece ser mais nova, o risco se torna bem menor.

Os participantes que tinham entre 40 e 94 anos, tiveram uma observação de até 17 anos. Dentro desse tempo, aproximadamente mil tiveram demência, alertando a importância da saúde cerebral com o sono, visto que nos últimos anos a qualidade de sono vem caindo bastante.

Colocando em conta a saúde em geral e o estilo de vida das pessoas, ainda sim a correlação ficou forte. Tendo em vista, que certas informações únicas só podem ser coletadas através do sono, pois outros exames não consegue detectar.

Sinais que protegem a memória

A professora assistente de psiquiatria Yue Leng, pertencente à Universidade da Califórnia fez a seguinte afirmação para a imprensa: “Medidas gerais de sono não capturam completamente a natureza complexa e multidimensional da fisiologia do sono.”

De acordo com especialistas, quando o sono possui ondas profundas e tem um padrão de rápidas atividades, entende-se que essas características estão ligadas á memória.

Dos sinais observados, os que tem mais atenção são as onda delta e os "transportadores do sono", pois são eles que tem o trabalho de guardar as memórias. Quando se tem alguns picos específicos nas ondas, o risco de desenvolver a demência é menor. Em um futuro próximo, os cientistas apontam que vão existir dispositivos que conseguem monitorar a saúde cerebral durante o sono das pessoas.

Ter um bom sono faz a diferença lá na frente

Algo que os cientistas sempre se queixavam é comprovado, a qualidade do sono está diretamente conectado ao envelhecimento cerebral. Dormir bem não é apenas descansar o corpo, e sim uma forma de se proteger contra a demência.

Dessa forma, não existe alternativas que resolvam isso rapidamente. "Mas não existe uma pílula mágica para melhorar a saúde cerebral", disse Haoqi Sun, professor assistente de neurologia no Beth Israel Deaconess Medical Center, reforçando que hábitos no dia a dia são importantíssimos. 

Portanto, no momento em que você está dormindo, o cérebro não está apenas sonhando, mas pode revelar algumas coisas que talvez apareça no futuro. 

Tags:

Saúde