Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Bianca Hirakawa
Publicado em 3 de março de 2026 às 20:00
Uma descoberta recente pode mudar a forma como entendemos a dinâmica da nossa galáxia. Cientistas identificaram uma anomalia magnética no Braço de Sagitário que ajuda a explicar como o campo magnético da Via Láctea se organiza e evolui ao longo do tempo. >
O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá, e integra um grande esforço internacional de mapeamento galáctico. >
Telescópio - imagens do espaço e da Terra
O campo magnético da Via Láctea é uma estrutura invisível, mas essencial para o equilíbrio cósmico. Ele é formado pela interação de partículas carregadas, gás interestelar e radiação, criando uma espécie de “tecido magnético” que permeia toda a galáxia. >
Esse campo influencia:>
A região identificada fica no Braço de Sagitário, um dos braços espirais da Via Láctea. Em termos simples, se fosse possível visualizar o campo magnético galáctico em movimento, ele pareceria girar no sentido horário, acompanhando o padrão geral da galáxia. >
Mas há uma exceção. >
Os dados mostram que, nessa área específica, o campo magnético apresenta uma inversão diagonal, ou seja, ele não segue o padrão predominante.>
A detecção foi feita com o auxílio do radiotelescópio do Dominion Radio Astrophysical Observatory, dentro do projeto internacional GMIMS, que estuda o meio magneto-iônico da galáxia por meio de emissões de rádio.>
Os resultados foram publicados nas revistas The Astrophysical Journal e The Astrophysical Journal Supplement Series.>
A descoberta ajuda a esclarecer um ponto que há anos intrigava astrônomos: como ocorrem as mudanças de direção no campo magnético galáctico. >
Ao identificar que a inversão no Braço de Sagitário acontece de forma diagonal, o estudo:>
Mais do que um detalhe técnico, essa anomalia oferece uma nova peça no quebra-cabeça cósmico. >
Cada avanço no mapeamento magnético da Via Láctea aproxima os cientistas de entender como a galáxia se mantém estruturada há bilhões de anos, e como ela continuará evoluindo no futuro. >