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Giuliana Mancini
Publicado em 24 de abril de 2026 às 07:14
A influenciadora Jéssica Nigro, de 36 anos, decidiu se candidatar para o Big Brother Brasil 27. Mãe de dois meninos e irmã do ator Paulo Nigro, ela compartilhou nas redes sociais uma carta aberta direcionada ao programa, detalhando sua personalidade e motivações. >
Com quase 130 mil seguidores no Instagram, Jéssica teve os primeiros contatos com a TV ainda na infância. Ela participou brevemente da novela Chiquititas, exibida pelo SBT em 1997, e também integrou o grupo musical As Crianças Mais Amadas do Brasil, entre 1998 e 1999.>
Jéssica Nigro
Apesar da participação em Chiquititas, ela não chegou a ser uma “chiquitita oficial”. Sua personagem, Rosa, aparecia como vizinha do Orfanato Raio de Luz, cenário central da trama, e ficou no ar por poucos capítulos. Nas redes, a influenciadora já relembrou essa fase e compartilhou registros da época em que morou na Argentina ao lado do irmão mais velho, Paulo Nigro, intérprete do chiquitito Júlio.>
A decisão de tentar uma vaga no reality, segundo ela, vinha sendo considerada há anos. "É a primeira vez que me inscrevo. Há muito tempo tenho vontade, mas nunca tinha me inscrito. No ano passado, cogitei muito fortemente, mas não fui atrás. Desta vez, não quis perder (a inscrição)", contou.>
Jéssica também descreveu o processo seletivo como extenso e desafiador. "Imaginei que que não saberia responder, mas se fosse ficar ensaiando muito, não me inscreveria nunca. Realmente, são muitas perguntas, acho que umas cem. Fiquei com medo de 'bugar' e a plataforma cair, e fui respondendo o que me veio à cabeça, não necessariamente as melhores respostas. Agora é entregar na mão do universo e o que tiver de ser, será. Estou empolgada. Estou me imaginando lá", disse.>
Além do questionário, ela precisou enviar vídeos de apresentação e chegou a divulgar um deles para os seguidores. No material, afirma ter duas versões de si mesma: uma mais responsável e madura, que cuida de dois filhos, e outra mais espontânea e festeira, que define como “inimiga do fim”.>
Mãe de Romeo, de 8 anos, e Raul, de 5, a influenciadora também ganhou repercussão nas redes ao compartilhar, em fevereiro, o momento em que contou aos filhos sobre um novo relacionamento. Ela namora Vinicius, carioca, desde outubro de 2025. O romance começou após dois anos do fim da relação de 10 anos que teve com o pai dos filhos.>
Na carta enviada ao programa, Jéssica aposta na autenticidade como principal trunfo. "Não prometo ser perfeita, mas prometo ser real. Dentro dessa casa, ou eu iria amar demais, ou eu iria causar demais. Uma coisa é certa: ninguém ia conseguir me ignorar", escreveu.>
"Querido BBB 27, se você estiver procurando alguém para colocar dentro da casa mais vigiada do Brasil, acho que seria justo me apresentar. Muito prazer! eu me chamo Jéssica, às vezes, Jessiquinha. São duas em uma. Vou explicar: a Jéssica é a que tenta manter tudo sob controle, a que finge que não sente muito, se fazer de forte e tenta parecer equilibrada. É aquela que respira fundo, toma água e pensa 'vou lidar com maturidade'. Ela resolve problema, administra B.O., organiza a vida, cuida dos filhos e faz aquele esforço para parecer uma adulta funcional.>
A Jessiquinha é o caos do bem. A Jessiquinha é o entretenimento do rolê. Ri alto, faz piada de tudo, dança em qualquer lugar, vira estrelinha em qualquer lugar e ama uma guerra de gelo. Não vou ficar dando spoiler. Gosto de esportes, de me mexer e também adoro para sair com os amigos. Sou inimiga do fim, sempre acho que dá para ficar mais um pouquinho.>
Tenho dois pequenos furacões que chamo de filhos. Convivência intensa, gente falando ao mesmo tempo, confusão e choro no meio do caminho não é exatamente novidade para mim.>
Sou atriz. Sentir, observar e me expor faz parte de mim e, talvez, por isso, eu tenha aprendido a transformar minhas dores em conteúdo. Já abri sentimentos que muita gente esconde. Já falei de coisas bem difíceis e, sem perceber, isso foi me conectando com muita gente, principalmente com mulheres -- mulheres que chegam, desabafam, pedem ajuda, pedem colo, como se de alguma forma se enxergassem em mim.>
Eu acolho do jeito que dá, do jeito que eu sei. Apesar de toda essa conexão, não sou fácil e, às vezes, fico quieta, mais profunda, difícil de acessar e de falar sobre o que me incomoda. Já fui muito machucada e algumas feridas viraram cascas duras. Por dentro, continuo mole, continuo amor.>
Mais de uma vez, virei assunto de fofoca no meu bairro, pessoas que acompanharam a minha vida como se fosse um reality mesmo. Comentavam, analisavam, criavam teorias. Então, pensando bem, talvez eu já tenha participado de um BBB informal e sem câmera. Isso me faz imaginar que aí dentro eu faria exatamente o que eu sempre faço: viver, dar risada, criar bagunça boa, me envolver, me apegar e, às vezes, me perder um pouco dentro de mim. Não prometo ser perfeita, mas prometo ser real. Dentro dessa casa, ou eu iria amar demais, ou eu iria causar demais. Uma coisa é certa: ninguém ia conseguir me ignorar, principalmente na hora que eu quiser ficar acordada na hora que todos quiserem dormir. Sou inimiga do fim.">