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Exame comprova que Suzane Von Richthofen não se arrependeu de matar os pais

Teste psicológico de Rorschach revela que a assassina vê o crime como um "prejuízo próprio" e tentou enganar peritos com respostas decoradas; laudo aponta insensibilidade e desonestidade

  • Foto do(a) author(a) Flavia Azevedo
  • Flavia Azevedo

Publicado em 10 de abril de 2026 às 12:00

Suzane von Richthofen no documentário
Suzane von Richthofen  Crédito: Reprodução

A progressão de Suzane Von Richthofen para o regime aberto continua a gerar debates intensos, especialmente após a revelação de detalhes sobre seus exames criminológicos. O dado mais alarmante e que viralizou nas discussões jurídicas é que, apesar de estar em liberdade, Suzane nunca "passou" no teste de Rorschach, um dos exames psicológicos mais profundos e complexos do sistema prisional. Segundo peritos, a análise das projeções de Suzane revelou uma ausência completa de remorso real: para ela, o assassinato dos pais é processado pelo cérebro não como uma tragédia humana, mas como um "prejuízo próprio" que atrapalhou sua trajetória de vida.

A verdade escondida

Para entender por que a justiça ainda questiona a mente de uma das criminosas mais famosas do Brasil, é preciso olhar para o teste de Rorschach. O exame consiste na apresentação de pranchas com manchas abstratas, onde o paciente projeta características de sua personalidade que tenta esconder. Enquanto Suzane afirmava verbalmente estar arrependida, o teste — que conversa diretamente com o inconsciente — mostrou o contrário.

Veja como está Suzane von Richthofen hoje por Reprodução

Ao ser questionada sobre o crime, ela declarou ter se arrependido muito porque "estragou a própria vida" e que poderia ter estudado e casado se não estivesse presa. Para os especialistas, isso não é arrependimento pelo ato, mas sim uma lamentação pelas consequências negativas que ela sofreu. O laudo técnico foi enfático: Suzane computa o crime como uma perda pessoal, demonstrando uma insensibilidade profunda em relação à vida do pai e da mãe.

Tentativa de "colar" no teste

Um dos aspectos mais curiosos e reveladores da análise feita pelo biógrafo Ullisses Campbell, entrevistado pelo apresentador Beto Ribeiro, é a tentativa de Suzane de manipular o resultado do teste. Sabendo da importância do exame para sua liberdade, ela tentou "estudar" as pranchas e decorar respostas que parecessem positivas, como dizer que via "flores" ou "borboletas" de forma imediata.

No entanto, a estratégia foi um tiro no pé. A psicóloga que aplicou o teste notou que a tentativa de "cola" foi tão descarada que Suzane foi classificada no prontuário como desonesta. O teste de Rorschach requer uma análise técnica sobre onde e como a pessoa enxerga as figuras, e a rapidez calculada de Suzane provou que ela não estava sendo espontânea, mas sim tentando manipular a banca examinadora.

"Mamãe me protege"

Outro ponto que reforça a tese de ausência de remorso são as declarações de Suzane sobre o contato "espiritual" com as vítimas. Em uma tentativa de parecer sensibilizada, ela chegou a afirmar que sonhava com a mãe e que sentia que "mamãe a protegia". A declaração foi recebida com extremo ceticismo e classificada como cínica, dado que ela foi a mentora do assassinato da própria mãe. Analistas comparam esse comportamento ao de outros criminosos famosos, como Elize Matsunaga, que também alegam perdão vindo das vítimas em sonhos.

Por que ela está solta?

A grande questão que intriga o público é: se o laudo foi negativo e apontou falta de arrependimento, como Suzane conseguiu o regime aberto? A resposta está em uma brecha jurídica. O teste de Rorschach, embora recomendado para crimes violentos, funciona como um parecer e não é obrigatório para a decisão do juiz.

No caso de Suzane, o Ministério Público recorreu diversas vezes baseando-se no resultado negativo do teste, mas a magistrada responsável decidiu conceder o benefício mesmo sem o êxito no exame. Atualmente, o Ministério Público continua lutando em instâncias superiores para que ela seja submetida a novos exames, argumentando que a liberdade de alguém com esse perfil psicológico representa um risco à sociedade. Enquanto a batalha jurídica prossegue, Suzane permanece em liberdade, carregando um laudo que define sua mente como um terreno de manipulação e egocentrismo.

O conteúdo desta matéria foi extraído do vídeo "SUZANE VON RICHTHOFEN NÃO SE ARREPENDEU DE MATAR OS PAIS? - C/ ULLISSES CAMPBELL", publicado no canal Beto Ribeiro - CANAL OFICIAL.