Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Fernanda Varela
Publicado em 6 de junho de 2026 às 03:00
Poucas ideias provocam tanto desconforto quanto a morte. Ao longo da história, ela inspirou religiões, obras de arte, filosofias e inúmeras reflexões sobre o sentido da existência. A frase de Epicuro atravessou mais de dois mil anos justamente porque propõe uma visão surpreendente: o medo da morte pode ser maior do que a própria morte.>
Fundador da escola epicurista, Epicuro acreditava que muitos sofrimentos humanos nascem de preocupações desnecessárias. Para ele, a morte não deveria ser encarada como uma experiência aterrorizante, já que nunca é vivenciada de forma consciente. Enquanto estamos vivos, ela ainda não chegou. Quando chega, deixamos de existir.>
Fatos e curiosidades sobre Epicuro
A reflexão continua extremamente atual em uma época marcada por ansiedade, insegurança e preocupação constante com o futuro. Em muitos casos, as pessoas passam anos angustiadas por acontecimentos que ainda não ocorreram ou que jamais poderão controlar.>
Na prática, isso aparece em situações comuns do cotidiano. O medo excessivo de envelhecer, a preocupação constante com o fim da vida ou a dificuldade de aproveitar o presente por causa de inquietações sobre o futuro.>
O pensamento filosófico não diminui a dor da perda nem ignora o valor da vida. A ideia central está mais ligada à necessidade de viver plenamente o tempo disponível em vez de desperdiçá-lo sendo consumido pelo medo do inevitável.>
Especialistas em comportamento frequentemente relacionam reflexões como essa à ansiedade existencial e à importância de desenvolver uma relação mais saudável com a própria finitude.>
Talvez seja justamente por isso que a frase continue sendo compartilhada séculos depois. Em um tempo em que muitas pessoas vivem preocupadas com o amanhã, Epicuro lembra que a vida acontece apenas enquanto estamos aqui para vivê-la.>
* Algumas frases históricas atribuídas a filósofos e pensadores podem apresentar diferentes traduções ao longo dos anos. Ainda assim, o pensamento central segue amplamente associado ao autor em obras, registros e interpretações históricas.>