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Frase do dia da Psicologia: 'Aquilo que negamos nos submete, aquilo que aceitamos nos transforma' - a reflexão de Carl Jung sobre autoconhecimento

O pensamento ligado ao psiquiatra suíço continua sendo compartilhado ao falar sobre emoções reprimidas, amadurecimento e mudanças pessoais

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 18 de maio de 2026 às 09:59

Jung estudou religiões, mitologias e símbolos de diferentes culturas ao longo da vida.
Jung estudou religiões, mitologias e símbolos de diferentes culturas ao longo da vida. Crédito: Reprodução

Muitas pessoas passam boa parte da vida tentando esconder sentimentos, inseguranças e partes da própria personalidade que consideram difíceis de aceitar. A frase atribuída a Carl Jung atravessou gerações justamente por abordar essa dificuldade humana de lidar consigo mesmo.

O pensamento associado ao criador da psicologia analítica sugere que ignorar emoções ou conflitos internos não faz com que eles desapareçam. Pelo contrário: aquilo que é constantemente reprimido tende a continuar influenciando comportamentos, escolhas e relações de forma silenciosa.

Carl Jung morreu em 1961, aos 85 anos, na Suíça. por Reprodução

Carl Jung dedicou grande parte de seus estudos ao inconsciente e aos aspectos ocultos da personalidade. Para ele, o amadurecimento emocional dependia da capacidade de reconhecer não apenas qualidades, mas também medos, impulsos, fragilidades e sentimentos desconfortáveis.

A reflexão continua atual em uma época marcada por excesso de comparação, necessidade de aprovação e pressão para demonstrar felicidade o tempo inteiro. Em muitos casos, existe dificuldade até de admitir emoções consideradas negativas, como inveja, tristeza, raiva ou frustração.

Na prática, isso aparece em situações comuns do cotidiano. Pessoas que fingem estar bem o tempo inteiro, evitam conversas difíceis ou ignoram sentimentos acabam carregando desgastes emocionais que reaparecem de outras formas, como ansiedade, irritação constante ou sensação de vazio.

O pensamento atribuído a Jung não fala sobre conformismo ou resignação, mas sobre consciência emocional. A ideia central é que aceitar algo não significa gostar daquilo, e sim reconhecer sua existência para conseguir lidar de maneira mais saudável.

Especialistas em comportamento frequentemente relacionam reflexões desse tipo à importância do autoconhecimento e da inteligência emocional, especialmente em relações pessoais e momentos de mudança.

Talvez seja justamente por isso que a frase continue sendo compartilhada décadas depois. Em um tempo em que tanta gente tenta esconder vulnerabilidades, a reflexão de Jung lembra que transformação emocional costuma começar justamente quando alguém para de fugir de si mesmo.