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Frase do dia da Psicologia: 'Até uma vida feliz não pode existir sem uma medida de escuridão' - o pensamento de Carl Jung sobre sofrimento emocional

A reflexão atribuída ao psiquiatra suíço continua sendo compartilhada ao falar sobre dor, amadurecimento e equilíbrio emocional

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 13 de maio de 2026 às 13:32

Carl Jung
Carl Jung Crédito: Reprodução

Existe uma ideia muito comum de que felicidade significa ausência total de sofrimento. Nas redes sociais, na publicidade e até nas conversas do cotidiano, parece existir uma cobrança silenciosa para estar sempre bem, produtivo e emocionalmente estável. A frase atribuída a Carl Jung atravessa gerações justamente porque confronta essa expectativa.

O pensamento associado ao psiquiatra suíço sugere que momentos difíceis não anulam uma vida feliz. Pelo contrário: fazem parte dela. A “medida de escuridão” citada na frase aparece como metáfora para perdas, inseguranças, frustrações e períodos de dor emocional que acabam moldando a forma como alguém enxerga a própria vida.

Um olhar fixo e intenso, sem piscadas, pode ser um sinal de tentativa de dominância ou de um desafio por Freepik

Carl Jung foi um dos nomes mais influentes da psicologia no século 20. Conhecido pelos estudos sobre inconsciente, personalidade e comportamento humano, ele defendia que ignorar emoções difíceis não fazia com que elas desaparecessem. Para Jung, amadurecimento emocional dependia justamente da capacidade de reconhecer as próprias sombras.

A reflexão continua atual em uma época marcada pelo excesso de comparação e pela pressão para demonstrar felicidade o tempo inteiro. Em muitos casos, a tentativa constante de evitar sofrimento acaba gerando ainda mais ansiedade, culpa e sensação de inadequação.

Na prática, a ideia pode ser aplicada a situações comuns do cotidiano. Términos, mudanças inesperadas, medo do futuro, frustrações profissionais e períodos de insegurança fazem parte da experiência humana, mesmo em vidas consideradas felizes.

Isso não significa romantizar a dor ou tratar sofrimento como algo positivo o tempo inteiro. O pensamento atribuído a Jung aponta mais para aceitação do que para conformismo. A ideia central é entender que emoções difíceis também carregam aprendizado, consciência e transformação.

Especialistas em comportamento frequentemente associam reflexões como essa à importância de desenvolver inteligência emocional e autoconhecimento. Em vez de tentar eliminar qualquer desconforto imediatamente, o processo passa por compreender sentimentos e reconhecer limites emocionais.

Talvez seja justamente por isso que a frase continue sendo compartilhada décadas depois. Em um tempo em que tanta gente sente obrigação de parecer feliz o tempo inteiro, a reflexão de Jung lembra algo simples: até os momentos escuros fazem parte da construção de uma vida emocionalmente verdadeira.