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Fernanda Varela
Publicado em 21 de maio de 2026 às 07:00
Existem dias em que tudo parece acontecer rápido demais. Uma discussão, uma mensagem atravessada, uma frustração inesperada ou um momento de pressão podem provocar reações impulsivas quase automáticas. A reflexão de Viktor Frankl atravessou gerações justamente por chamar atenção para algo que muita gente esquece no meio do caos emocional: ainda existe um espaço entre aquilo que acontece e a forma como alguém decide reagir.>
Sobrevivente dos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, Frankl construiu parte de sua obra refletindo sobre liberdade emocional, sofrimento e sentido da vida. Para ele, mesmo em situações extremamente difíceis, o ser humano ainda mantém alguma capacidade de escolha interior.>
8 curiosidades sobre Viktor Frankl
A ideia presente na frase continua atual em uma rotina marcada por excesso de estímulos, respostas imediatas e desgaste emocional constante. Em muitos casos, as pessoas vivem reagindo automaticamente sem perceber o impacto disso nas próprias relações, decisões e saúde mental.>
Na prática, isso aparece em situações comuns do cotidiano. Responder no impulso durante uma briga, descontar frustrações em outras pessoas, agir tomado pela raiva ou deixar pensamentos negativos dominarem completamente o dia.>
O pensamento de Frankl propõe justamente uma pausa entre emoção e ação. Não para ignorar sentimentos, mas para impedir que eles assumam controle total sobre as atitudes.>
Especialistas em comportamento frequentemente relacionam esse tipo de reflexão à inteligência emocional e à capacidade de desenvolver consciência sobre padrões automáticos de reação.>
A ideia também conversa diretamente com a vida digital. Redes sociais, notificações constantes e necessidade de resposta imediata fazem muita gente sentir que não existe mais tempo para respirar, refletir ou desacelerar antes de agir.>
Talvez seja justamente por isso que a reflexão continue atravessando décadas. Em um mundo onde quase tudo exige reação instantânea, Viktor Frankl lembra que parte da liberdade emocional pode estar justamente nesse pequeno espaço antes da resposta.>