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Giuliana Mancini
Publicado em 17 de abril de 2026 às 06:52
Priscila Kiekow, irmã por parte de mãe de Isabel Veloso, usou as redes sociais nesta quinta-feira (16) para desabafar após a repercussão do novo romance do ex-cunhado, Lucas Borbas, três meses após a morte da influenciadora. A manifestação veio após circular um vídeo em que o viúvo afirma, durante participação em um podcast, que não imaginava assumir outra relação caso Isabel morresse, além de relatar o incômodo com comentários sobre o assunto.>
"Sabe o que dói de verdade? Não é o fato de seguir em frente. A vida continua, e isso a gente entende. O que dói, para nós enquanto família, é ver atitudes que distorcem o significado de 'honrar'. Porque honrar não é transformar memória em oportunidade", começou Priscila.>
Irmã de Isabel Veloso fez desabafo
Ela ainda destacou que o ponto central não é impedir que a vida siga, mas a forma como isso acontece. Segundo ela, é essencial preservar a memória de quem partiu com respeito e dignidade. "Existe uma diferença gritante entre manter viva a memória com amor e utilizá-la como fonte de benefício próprio. E é isso que é difícil de engolir", afirmou.>
Na sequência, Priscila falou sobre o peso do luto e reforçou que a jovem merece ser lembrada com respeito. "O luto por si só já é pesado demais. Mas existe uma dor ainda mais difícil de carregar: quando, além da saudade, a gente precisa lidar com a falta de respeito com quem já não pode mais se defender. Dilacera. Dilacera pela ausência… e pela forma como a memória dela é tratada. Ela merecia respeito, descanso e amor. E é isso que eu vou continuar defendendo", completou.>
Mais cedo, Lucas Borbas também se pronunciou após receber críticas por tornar público que está conhecendo uma nova pessoa. O influenciador, que assumiu que está em um novo romance três meses após a despedida de Isabel, questionou os julgamentos relacionados ao tempo de luto. A influenciadora morreu em janeiro, aos 19 anos, vítima de câncer. >
Viúvo de Isabel Veloso rebate críticas após revelar novo romance
"Muita gente está me julgando porque se passaram três meses. Mas desde quando o amor de alguém se mede por um cronômetro? Desde quando existe um prazo universal para o luto? Há quem leve anos. Há quem precise de meses. E há quem comece a viver esse luto muito antes da despedida final - como foi comigo", disse.>
Ele afirmou que acompanhou de perto todo o processo da doença e ressaltou sua dedicação à esposa. "Eu vivi a dor da perda antes mesmo do último adeus. Vivi o medo, a impotência, o sofrimento, as noites sem dormir e a dor de ver quem eu amava lutar todos os dias. Eu honrei minha esposa do começo ao fim. Estive presente quando muitos não suportariam estar. Nos hospitais, nas consultas, nas crises, nas madrugadas difíceis e em cada batalha que a doença trouxe", declarou.>
Lucas também negou qualquer abandono e destacou que cumpriu seu papel até o fim. "Não virei as costas. Não falhei com ela. Fui marido, companheiro, cuidador e apoio até o último instante. E só eu sei das promessas que ela me pediu para cumprir. Só eu sei das conversas que tivemos longe das câmeras. Só eu sei quantas vezes ouvi dela: 'Seja feliz. Continue vivendo. Faça isso por você e pelo nosso filho'. Então ninguém tem o direito de reduzir minha história a um julgamento baseado em calendário", afirmou.>
Isabel Veloso com a irmã, Priscila Kiekow
Por fim, ele disse que seguir em frente faz parte do processo e estaria alinhado com os desejos da própria esposa. "Seguir em frente não é traição. Não é esquecimento. Não é falta de amor. É honrar também os últimos desejos de quem partiu. Se três meses para alguns é pouco, respeito. Mas o meu tempo de luto pertence a mim, não à opinião de quem nunca viveu o que vivi".>