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Juliano Cazarré reage a críticas, fala em 'animosidade racial' e alfineta Porchat em live: 'Não tem como ensinar ninguém a ser homem'

Ator fez live para explicar proposta de "O Farol e a Forja" e negou caráter político do projeto

  • Foto do(a) author(a) Giuliana Mancini
  • Giuliana Mancini

Publicado em 28 de abril de 2026 às 07:30

Juliano Cazarré em live
Juliano Cazarré em live Crédito: Reprodução/Instagram

Juliano Cazarré usou as redes sociais na noite desta segunda-feira (27) para comentar a repercussão do evento "O Farol e a Forja", anunciado por ele na semana passada e alvo de críticas de colegas. Durante uma live, o ator explicou a proposta do encontro, rebateu acusações e fez críticas a posicionamentos contrários ao projeto.

Artistas como Claudia Abreu, Marjorie Estiano, Elisa Lucinda, Julia Lemmertz, Paulo Betti, entre outros, criticaram o projeto, apontando um caráter contraditório, sobretudo em um contexto de desigualdade de gênero e altos índices de violência contra mulheres.

Juliano Cazarré anuncia projeto voltado ao público masculino e é criticado por famosos por Reprodução/Instagram

Ao longo da transmissão, Juliano afirmou estar abalado com a repercussão. "Com uma dor na barriga que vem e que volta. É resultado desse estresse aí", disse. Em seguida, atacou os críticos do evento e de seu posicionamento conservador e agradeceu ao "bom humor de Deus", já que, segundo ele, a polêmica aumentou a curiosidade sobre o evento. O ator ainda defendeu a criação do evento voltado ao público masculino.

"A galera disse que o meu evento era machista. Os progressistas, essa turma toda, as feministas estão o tempo todo reclamando de ausência paterna, estupro... Quando eu crio um evento pra gente ter homens melhores, homens fortes, porque quem bate em mulher não é homem forte, é fraco, eles ficam loucos e dão um xilique. Eles lucram com essa divisão. Dividiram o país em brancos contra negros, criam uma animosidade racial. Sempre existiu racismo. Eles jogam homens contra mulheres, gays contra héteros. sabe por quê? Porque quando chega na eleição eles dizem que o Brasil é o país que mais mata mulheres no mundo. Só que eles nunca resolvem. Estamos no quinto governo deles e não resolve", afirmou.

Cazarré também comentou críticas feitas por colegas de profissão e citou diretamente Paulo Betti e Fabio Porchat. Sobre Betti, disse: "Muitas dessas pessoas que foram no meu perfil, me conhecem, trabalharam comigo. O Paulo Betti não tinha o que falar. Tem um debate meu com o Paulo Betti em que ele foi perdendo a linha porque ele nunca tinha debatido com uma pessoa tão preparada, em política e economia. E eu fui cordial com ele o tempo todo".

Juliano Cazarré com mulher, Letícia Cazarré, e filhos por Reprodução/Instagram @marciofariasfoto

Ao falar sobre Porchat, o ator ironizou. "Não é um curso, muito menos para ser homem. Se fosse, eu oferecia de graça para o Fabio Porchat, e outro para o Adnet. Mas não tem como ensinar ninguém a ser homem. É um evento, com vários palestrantes, para tratar de vários assuntos. Tô chamando gente que eu admiro porque eu quero ouvir esses caras".

Ele também negou que o projeto tenha caráter político. "Não é um evento político. Claro que a gente se identifica com um lado. Só por a gente ser cristão, nos jogam para direita”, declarou. Em outro momento, comentou a repercussão e sugeriu que o evento deve atrair atenção da imprensa. “Com certeza vai ter jornalista que comprou ingresso e estará lá espionando para soltar uma notinha falando mal".

O ator ainda respondeu às críticas sobre o fato de o evento ser pago. "Duvido que terá um pai ruim no nosso evento. Mas estão perguntando por que é de graça. Você come de graça? Bebe de graça? Vou levar os palestrantes em avião de graça?", disse. "Não criei esse evento para ganhar dinheiro, mas a gente sabe como funciona o mundo. Tenho filhos para criar. Quero que meus filhos cresçam em um país com homens bons. Não é homem perfeito, mas homem que fica em pé".

Ao explicar a proposta, Cazarré afirmou que o encontro terá diversos palestrantes e abordará temas variados. Segundo ele, o objetivo é discutir questões relacionadas à vida masculina e à estrutura familiar. "Eu sou homem. Eu sou pai de meninos e de meninas. Eu olho para o Brasil e o mundo e vejo uma crise silenciosa nos homens. A gente vê crianças crescendo sem pai, homens deprimidos, homens e mulheres viciados em pornografia e masturbação, trabalho compulsivo, o cara quer só ganhar dinheiro. A gente vê um monte de homem sem rumo, sem espiritualidade. A consequência disso tudo, o que que é? Famílias destruídas", afirmou.

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Juliano Cazarré