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Como é e quanto custa comer no Tuju, restaurante brasileiro com três estrelas Michelin

Casa comandada por Ivan Ralston entrou para a história da gastronomia brasileira em 2026

  • Foto do(a) author(a) Heider Sacramento
  • Heider Sacramento

Publicado em 28 de abril de 2026 às 08:00

Tuju, em São Paulo, entrou para a história ao conquistar três estrelas Michelin em 2026
Tuju, em São Paulo, entrou para a história ao conquistar três estrelas Michelin em 2026 Crédito: Divulgação

Comer no Tuju se tornou uma das experiências gastronômicas mais cobiçadas do Brasil em 2026. O restaurante paulistano comandado pelo chef Ivan Ralston conquistou neste mês as três estrelas Michelin, a mais alta distinção do tradicional guia francês, e entrou para a história ao lado do Evvai como um dos primeiros restaurantes brasileiros a atingir esse patamar.

Em linguagem simples, três estrelas Michelin significam uma cozinha excepcional que justifica uma viagem só para conhecê-la. Ou seja: o Tuju deixou de ser apenas um restaurante desejado em São Paulo para virar destino gastronômico internacional.

Localizado na Rua Frei Galvão, 135, no Jardim Paulistano, bairro nobre da capital paulista, o Tuju funciona próximo ao Museu da Casa Brasileira e opera com reservas antecipadas pela plataforma Tock. Para garantir a mesa, é necessário sinal de R$ 200 por pessoa, valor abatido depois da conta final.

Quem espera escolher entrada, prato principal e sobremesa encontra outro formato. No Tuju, a experiência acontece por meio de um menu degustação sazonal, normalmente com cerca de dez etapas, em que o cliente percorre criações pensadas em sequência. Em 2026, o valor gira em torno de R$ 1.500 por pessoa, sem bebidas.

Pratos do Tuju por Reprodução/Instagram

Se a escolha incluir harmonização de vinhos, a conta sobe consideravelmente. Segundo o próprio Ivan Ralston, em entrevista à Bloomberg Línea, o custo total pode se aproximar de R$ 3.500 por pessoa.

A cozinha da casa é definida como brasileira contemporânea e tem como base ingredientes locais, biomas nacionais e o comportamento da natureza. Em vez de trabalhar apenas com primavera, verão, outono e inverno, o restaurante cria menus inspirados nos ciclos climáticos de São Paulo, como Umidade, Chuva, Ventania e Seca.

Entre pratos já apresentados no menu Chuva estão ostra fresca de Santa Catarina com caldo de berinjela, peixe curado com creme de avocado, abóbora com ouriço e caviar, lula recheada com cogumelos e peixe grelhado com pilpil de nirá. Como o cardápio muda constantemente, não existe exatamente um prato fixo mais pedido.

Também não há prato mais barato ou mais caro de forma individual, já que o restaurante não trabalha com pedidos separados. O ingresso mínimo para viver a experiência é o menu degustação. Já a versão premium inclui harmonização alcoólica e extras de serviço.

O ambiente acompanha a proposta sofisticada da casa. O Tuju trabalha com poucas mesas, atendimento altamente personalizado, cozinha aberta e clima silencioso, quase cenográfico. Cada detalhe é pensado para que o jantar seja vivido como um percurso, e não apenas como refeição.

A operação enxuta ajuda a explicar a disputa por reservas. O restaurante atende cerca de 30 pessoas por serviço, o que torna cada noite limitada e exclusiva.

Ivan Ralston fundou o Tuju em 2014. O reconhecimento veio rápido: a primeira estrela Michelin chegou no ano seguinte, a segunda em 2018. Após fechar as portas durante a pandemia e reabrir em novo endereço, a casa alcançou em 2026 a tão desejada terceira estrela. A gestão atual também conta com Katherina Cordás, sommelière e CEO da operação.

Além das três estrelas, o Tuju também recebeu a Estrela Verde Michelin, prêmio voltado a restaurantes com práticas sustentáveis e responsabilidade ambiental.

Tags:

Tuju