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Mais produtividade, menos burnout: veja onde já existe jornada de trabalho reduzida e o que mudou de fato

De reduções na carga horária semanal a testes com a semana de 4 dias: entenda como as principais economias do mundo estão reformulando o mercado de trabalho em 2026

  • Foto do(a) author(a) Raphael Miras
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Raphael Miras

  • Agência Correio

Publicado em 18 de abril de 2026 às 10:39

Enquanto o Brasil debate a PEC 6x1, nações como Islândia e Bélgica provam que trabalhar menos dias pode elevar a produtividade e melhorar a saúde mental dos funcionários
Enquanto o Brasil debate a PEC 6x1, nações como Islândia e Bélgica provam que trabalhar menos dias pode elevar a produtividade e melhorar a saúde mental dos funcionários Crédito: Letycia Bond/Agência Brasil

O que antes parecia um cenário restrito está ganhando força definitiva nos escritórios e fábricas ao redor do mundo: a redução da jornada de trabalho sem o corte de salários.

Governos e empresas da Europa à Oceania já testam modelos que priorizam a eficiência em vez das horas sentadas na cadeira, mostrando que o bem-estar do funcionário é, hoje, uma estratégia de negócio.

O conceito central dessa mudança é a chamada regra "100-80-100": manter 100% do salário, reduzindo o tempo de trabalho para 80%, desde que se mantenha 100% da produtividade.

Pessoas participam de ato em defesa do fim da jornada 6x1 em Brasília por Valter Campanato/Agência Brasil

O foco, portanto, deixa de ser "trabalhar menos" para se tornar "trabalhar de forma mais inteligente", utilizando o tempo extra de descanso para recuperar o foco e a saúde mental.

Resultados que convencem o mercado

Os dados mostram que a teoria funciona na prática. O maior teste global sobre a semana de quatro dias, realizado no Reino Unido com 61 empresas, revelou que 92% das companhias decidiram manter o modelo após o período de teste.

Para as empresas, os benefícios foram além da satisfação interna: a receita cresceu, em média, 1,4% e os pedidos de demissão despencaram 57%.

No lado dos trabalhadores, o impacto foi sentido diretamente na saúde, com 71% dos funcionários relatando níveis mais baixos de esgotamento (burnout).

Quais países estão se adaptando?

Não existe uma fórmula única, e cada nação tem ajustado a jornada conforme sua cultura e legislação:

Islândia: Pioneira no movimento, realizou testes em larga escala entre 2015 e 2019. Hoje, a grande maioria de sua força de trabalho já possui horários flexíveis ou jornadas reduzidas.

Bélgica: Em 2022, o país aprovou uma lei que permite ao trabalhador condensar a carga horária semanal em quatro dias, garantindo um dia livre extra sem reduzir o total de horas trabalhadas no mês.

Japão: Conhecido pela cultura de excesso de trabalho, o país viu a Microsoft Japão relatar um salto de 40% na produtividade ao implementar a semana de quatro dias em um projeto piloto.

Austrália e Nova Zelândia: Nesses locais, a mudança tem sido liderada por empresas de forma independente, focando na retenção de talentos e no engajamento das equipes.

Uma ferramenta estratégica

A tendência indica que repensar a estrutura tradicional de trabalho não é apenas uma questão de qualidade de vida, mas uma necessidade competitiva.

Em um mercado de trabalho cada vez mais disputado, oferecer flexibilidade e descanso tornou-se o diferencial para atrair e manter os melhores profissionais, garantindo que o crescimento dos negócios seja sustentável a longo prazo.