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Medo de raios e trovões? Veja como se proteger durante tempestades

Além do susto provocado pelo barulho, descargas elétricas representam risco real e exigem cuidados dentro e fora de casa

  • Foto do(a) author(a) WIadmir Pinheiro
  • WIadmir Pinheiro

Publicado em 6 de maio de 2026 às 20:23

Raios em Salvador
Raios em Salvador Crédito: Reprodução

Chuvas fortes acompanhadas de raios e trovões costumam provocar medo em muitas pessoas. Em alguns casos, o receio está ligado apenas ao barulho intenso das trovoadas, mas também existe um motivo real para preocupação: os raios podem causar acidentes graves e até mortes.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Brasil está entre os países com maior incidência de raios no mundo, registrando milhões de descargas elétricas por ano. Os fenômenos acontecem principalmente durante tempestades intensas e representam perigo em áreas abertas, praias, campos e locais com árvores isoladas.

Raios em Salvador por Arisson Marinho/ Arquivo CORREIO

O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia orienta que, durante temporais, as pessoas evitem permanecer em locais descobertos, próximos de postes, árvores, piscinas, lagos ou estruturas metálicas. O ideal é buscar abrigo em construções fechadas ou dentro de veículos.

Dentro de casa, também existem cuidados importantes. A recomendação é retirar aparelhos eletrônicos da tomada, evitar o uso de equipamentos conectados à rede elétrica e não tomar banho durante tempestades com incidência de raios, já que a descarga elétrica pode atingir encanamentos e redes hidráulicas.

Segundo o Sociedade Brasileira de Cardiologia, acidentes com raios podem provocar parada cardíaca, queimaduras e danos neurológicos graves. Por isso, mesmo quando o fenômeno parece distante, o cuidado deve ser levado a sério.

Além do risco físico, tempestades também despertam ansiedade em muita gente. O medo intenso de raios e trovões é conhecido como brontofobia e pode causar sintomas como tremores, taquicardia e sensação de pânico.

O Conselho Federal de Psicologia explica que o medo não deve ser ridicularizado, principalmente em crianças. A orientação é acolher a pessoa, transmitir sensação de segurança e evitar exposição desnecessária às notícias ou imagens alarmantes durante o temporal.

Para diminuir a ansiedade, ambientes mais silenciosos, técnicas de respiração e distrações leves podem ajudar. Em situações em que o medo passa a afetar a rotina ou provoca crises frequentes, o acompanhamento psicológico pode ser importante.