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Agência Correio
Matheus Ribeiro
Publicado em 27 de abril de 2026 às 14:00
O que parecia ser apenas estresse do dia a dia terminou em um diagnóstico grave: uma mulher de 32 anos descobriu um tumor cerebral raro e agressivo após meses convivendo com dores de cabeça persistentes e sintomas subestimados. >
O caso acende um alerta para sinais que muita gente costuma ignorar, como dor de cabeça frequente, alterações na visão e piora rápida do quadro, sintomas que podem acompanhar tumores no sistema nervoso central.>
No início, as queixas receberam explicações comuns, como estresse, alterações hormonais e sobrecarga da rotina. Só que, com o passar dos meses, o problema avançou e mostrou que o corpo já vinha emitindo sinais importantes.>
Dor de cabeça pode ser sintoma de graves doenças
A história ganhou repercussão após a divulgação do caso de Libby Woolaston, moradora de Wolverhampton, na Inglaterra. Em meio às buscas por ajuda, ela ouviu até a frase: “Você não acha que são seus filhos causando dor de cabeça?”.>
Enquanto isso, os sintomas seguiram em progressão. A dor persistiu, surgiram alterações hormonais e, depois, a situação piorou de forma acelerada, até que o tumor passou a comprometer estruturas delicadas do cérebro.>
Exames mostraram que a massa cresceu de cerca de 1,5 centímetro para mais de 5 centímetros em apenas um mês. Com a expansão, o tumor pressionou o nervo óptico, e a paciente perdeu a visão de um dos olhos.>
Após cirurgia de aproximadamente quatro horas, veio a confirmação: tratava-se de um tumor rabdoide teratoide atípico, o AT/RT, um câncer cerebral de grau 4, raro e de crescimento rápido, mais comum em crianças, mas também possível em adultos.>
Especialistas apontam que tumores cerebrais podem provocar dor de cabeça persistente, náuseas, vômitos, convulsões, perda de equilíbrio, alterações visuais e mudanças cognitivas ou de comportamento. O avanço costuma exigir investigação médica sem demora.>
No caso do AT/RT, o alerta é ainda maior porque os sintomas podem piorar rapidamente. Quando a dor foge do padrão habitual, aparece junto de alterações neurológicas ou interfere na visão, o melhor caminho é buscar avaliação especializada o quanto antes.>