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Fernanda Varela
Publicado em 14 de abril de 2026 às 17:30
A empresária Ana Lucia de Mattos Barretto Villela está entre as mulheres mais ricas do Brasil, com uma fortuna estimada em bilhões de dólares e participação em um dos maiores grupos financeiros do país. Mesmo assim, mantém uma postura discreta e distante da ostentação típica associada a grandes patrimônios.>
Ana Lucia é uma das principais acionistas da Itaúsa, empresa que reúne participações em gigantes como o Itaú Unibanco e a Duratex, negócios ligados à sua família há gerações. A origem da fortuna vem da herança do grupo fundado por seus antepassados, incluindo Alfredo Egídio de Souza Aranha.>
Ana Lucia de Mattos Barretto Villela
Apesar da posição no mercado financeiro, sua atuação principal não está diretamente ligada à gestão das empresas. Ela ocupa papel no conselho da Itaúsa, mas direcionou sua trajetória para a área social. Ao lado do irmão, Alfredo Egydio Arruda Villela Filho, fundou em 1994 o Instituto Alana, organização voltada para o desenvolvimento de crianças em situação de vulnerabilidade.>
O projeto surgiu a partir de uma área da família, na zona leste de São Paulo, que passou a ser ocupada por famílias de baixa renda. Em vez de buscar a reintegração do terreno, os irmãos decidiram investir em melhorias e criar iniciativas voltadas à educação e qualidade de vida da comunidade.>
A atuação de Ana Lucia ganhou destaque por enfrentar temas sensíveis, como o combate à publicidade direcionada ao público infantil. Por meio de projetos como “Criança e Consumo”, a empresária passou a questionar práticas de grandes empresas, o que gerou embates com marcas multinacionais.>
Nascida em São Paulo, em 1974, ela perdeu os pais ainda criança, após um acidente aéreo, e foi criada por familiares. Durante a formação em pedagogia, teve forte influência de ideias ligadas à educação como ferramenta de transformação social, linha que passou a guiar sua atuação profissional.>
Com o crescimento dos projetos sociais, Ana Lucia se afastou da gestão direta dos negócios da família, deixando a condução mais ativa da holding sob responsabilidade do irmão. Desde então, passou a concentrar seus esforços em iniciativas ligadas à infância, educação e impacto social.>
Mesmo com um patrimônio bilionário, não há registros públicos de ostentação ou exposição de bens de luxo. A trajetória da empresária é marcada mais pela atuação social do que pelo consumo, o que a diferencia dentro do universo dos bilionários brasileiros.>