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Agência Correio
Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 08:00
Uma nova esperança surge para quem convive com o Parkinson através de uma descoberta vinda da nanobiotecnologia chinesa. >
Cientistas conseguiram criar uma forma de levar substâncias terapêuticas para regiões do cérebro que eram consideradas inalcançáveis.>
Celebridades que tiveram o diagnóstico de Parkinson
O trabalho foi desenvolvido por especialistas da St. Anne's Biomedical e da Universidade Médica da China. Eles buscam transformar o tratamento da doença, focando na proteção celular e não apenas no controle momentâneo.>
O Parkinson acontece devido à degeneração de neurônios que fabricam a dopamina, um neurotransmissor essencial. >
Fatores genéticos e ambientais, como o contato com pesticidas, podem acelerar esse processo de perda neuronal.>
Quando os níveis de dopamina caem, o cérebro perde a capacidade de coordenar os movimentos do corpo. Isso resulta em instabilidade postural e tremores que tendem a piorar conforme o tempo passa.>
Muitos pacientes dependem da levodopa para conseguir realizar suas atividades diárias com mais dignidade. Embora esse remédio ajude a repor a dopamina, ele possui limitações claras que a ciência tenta superar.>
A maior dificuldade é que poucas substâncias conseguem romper a barreira de proteção do sistema nervoso central. >
Consequentemente, as terapias de hoje focam nos sintomas, mas não conseguem travar a morte das células.>
A curcumina, presente no açafrão, sempre foi vista como uma aliada potencial devido ao seu efeito anti-inflamatório. Ela é muito eficaz para tratar inflamações comuns, mas nunca funcionou bem para doenças cerebrais.>
Isso ocorre porque a substância é instável e o organismo a descarta antes que ela chegue ao alvo. Portanto, o uso medicinal para o cérebro sempre foi limitado pela baixa absorção no sangue.>
A grande virada do estudo foi o uso de exossomos como transportadores inteligentes de medicamentos. >
Essas partículas minúsculas conseguem "navegar" pelo corpo e entregar a curcumina exatamente onde os neurônios estão sofrendo.>
Além de serem fáceis de armazenar, esses exossomos de células-tronco apresentam riscos muito baixos aos pacientes. >
Essa precisão é fundamental para garantir que o tratamento seja eficaz sem causar danos a outras áreas.>
Nos experimentos com animais, a presença desses transportadores no cérebro durou cerca de sete dias seguidos. >
Além disso, a técnica ajudou a melhorar o metabolismo celular e a proteger os neurônios que ainda trabalham.>
Todavia, os cientistas alertam que a eficácia é menor em estágios muito avançados de perda neuronal. A previsão é que os testes clínicos em humanos comecem em 2027 com aplicações direto na veia.>