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Nova descoberta com curcumina promete ajudar no tratamento da doença de Parkinson

Nova plataforma de exossomos permite que substâncias naturais alcancem áreas antes inacessíveis do cérebro

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 08:00

Pesquisadores utilizam nanotecnologia para potencializar o efeito da curcumina contra a degeneração de neurônios
Pesquisadores utilizam nanotecnologia para potencializar o efeito da curcumina contra a degeneração de neurônios Crédito: Freepik

Uma nova esperança surge para quem convive com o Parkinson através de uma descoberta vinda da nanobiotecnologia chinesa.

Cientistas conseguiram criar uma forma de levar substâncias terapêuticas para regiões do cérebro que eram consideradas inalcançáveis.

Michael J. Fox, Renata Capucci e Ozzy Osbourne por Reprodução/Getty Images/Redes Sociais

O trabalho foi desenvolvido por especialistas da St. Anne's Biomedical e da Universidade Médica da China. Eles buscam transformar o tratamento da doença, focando na proteção celular e não apenas no controle momentâneo.

Como a doença afeta o movimento

O Parkinson acontece devido à degeneração de neurônios que fabricam a dopamina, um neurotransmissor essencial.

Fatores genéticos e ambientais, como o contato com pesticidas, podem acelerar esse processo de perda neuronal.

Quando os níveis de dopamina caem, o cérebro perde a capacidade de coordenar os movimentos do corpo. Isso resulta em instabilidade postural e tremores que tendem a piorar conforme o tempo passa.

O desafio de tratar o sistema nervoso

Muitos pacientes dependem da levodopa para conseguir realizar suas atividades diárias com mais dignidade. Embora esse remédio ajude a repor a dopamina, ele possui limitações claras que a ciência tenta superar.

A maior dificuldade é que poucas substâncias conseguem romper a barreira de proteção do sistema nervoso central.

Consequentemente, as terapias de hoje focam nos sintomas, mas não conseguem travar a morte das células.

A dificuldade de usar substâncias naturais

A curcumina, presente no açafrão, sempre foi vista como uma aliada potencial devido ao seu efeito anti-inflamatório. Ela é muito eficaz para tratar inflamações comuns, mas nunca funcionou bem para doenças cerebrais.

Isso ocorre porque a substância é instável e o organismo a descarta antes que ela chegue ao alvo. Portanto, o uso medicinal para o cérebro sempre foi limitado pela baixa absorção no sangue.

Tecnologia de exossomos como solução

A grande virada do estudo foi o uso de exossomos como transportadores inteligentes de medicamentos.

Essas partículas minúsculas conseguem "navegar" pelo corpo e entregar a curcumina exatamente onde os neurônios estão sofrendo.

Além de serem fáceis de armazenar, esses exossomos de células-tronco apresentam riscos muito baixos aos pacientes.

Essa precisão é fundamental para garantir que o tratamento seja eficaz sem causar danos a outras áreas.

Resultados promissores e próximos passos

Nos experimentos com animais, a presença desses transportadores no cérebro durou cerca de sete dias seguidos.

Além disso, a técnica ajudou a melhorar o metabolismo celular e a proteger os neurônios que ainda trabalham.

Todavia, os cientistas alertam que a eficácia é menor em estágios muito avançados de perda neuronal. A previsão é que os testes clínicos em humanos comecem em 2027 com aplicações direto na veia.