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O paraíso é aqui: praia brasileira eleita é a mais bonita do mundo

Localizada no estado do Pará, a vila de Alter do Chão desbancou destinos internacionais e conquistou o prestígio global com suas águas azul-turquesa e areias brancas

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Raphael Miras
  • Agência Correio

  • Raphael Miras

Publicado em 17 de abril de 2026 às 07:00

Conhecida como o refúgio das águas doces, Alter do Chão une a exuberância da floresta ao Rio Tapajós
Conhecida como o refúgio das águas doces, Alter do Chão une a exuberância da floresta ao Rio Tapajós Crédito: Wikimedia Commons/idobi

Esqueça o passaporte e as longas conexões para o exterior. O cenário digno das ilhas caribenhas, com águas cristalinas e areias brancas, está fincado no coração do território brasileiro.

Localizada a apenas 37 quilômetros de Santarém (PA), a vila de Alter do Chão deixou de ser um segredo regional para conquistar o prestígio global após o jornal britânico The Guardian elegê-la como a praia de água doce mais bonita do planeta.

Alter do Chão por Reprodução

O apelido de "Caribe Amazônico" além de ser puro marketing; ela é a definição exata de um paraíso que une a beleza da natureza e a tranquilidade do Rio Tapajós.

O calendário das águas: quando ir?

Em Alter do Chão, a paisagem é mutável e depende totalmente do nível do rio. O chamado "verão amazônico", entre agosto e janeiro, é a época da vazante. É neste período que surgem os famosos bancos de areia e as praias que consagraram o destino.

Já entre fevereiro e julho, ocorre o "inverno amazônico" ou período de cheia. As praias desaparecem sob as águas, mas dão lugar a uma experiência igualmente mágica: as florestas inundadas.

É a época ideal para passeios de canoa entre as copas das árvores, como na famosa Floresta Encantada no Lago Verde.

O que não pode faltar no roteiro

A Ilha do Amor é o cartão-postal obrigatório. Localizada bem em frente à vila, o acesso é feito por pequenas embarcações chamadas catraias.

Para quem busca uma vista panorâmica, a trilha da Serra da Piraoca oferece uma visão de 360 graus do Rio Tapajós, do Lago Verde e da vila. Outros pontos imperdíveis incluem:

Ponta do Cururu: O lugar favorito para admirar o pôr do sol, onde a faixa de areia avança rio adentro.

Canal do Jari: Um braço de rio onde é possível observar a fauna local, como preguiças e jacarés, além de imensas vitórias-régias.

Flona do Tapajós: Uma unidade de conservação que permite trilhas guiadas e o contato com comunidades ribeirinhas que vivem do turismo sustentável.

Gastronomia e Cultura: a alma do Tapajós

A culinária local é uma extensão da floresta. O peixe é a base de quase tudo, com destaque para o tambaqui na brasa e o pirarucu.

Para os mais aventureiros, o tacacá — caldo com tucupi e jambu que causa uma leve dormência na língua — é uma tradição de final de tarde.

No campo cultural, o Sairé é a manifestação mais importante. Realizada em setembro, a festa mistura ritos religiosos católicos com o folclore amazônico, culminando na disputa entre os botos Tucuxi e Cor de Rosa.

O ritmo que embala a região é o carimbó, reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Brasil.

Planeje sua viagem

Como chegar: O ponto de entrada é Santarém. O aeroporto local (STM) recebe voos diretos de Brasília, Belém e Manaus. De lá, o trajeto até a vila leva cerca de 45 minutos por estrada asfaltada.

Onde ficar: A vila possui boa oferta de pousadas, mas sem grandes luxos ou resorts. A proposta local foca no charme rústico e na conexão com a natureza.

Sustentabilidade: Alter do Chão está inserida em uma Área de Proteção Ambiental (APA). O turismo de base comunitária e o respeito aos ciclos naturais são fundamentais para preservar este ecossistema sensível para as futuras gerações.