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Kamila Macedo
Publicado em 24 de abril de 2026 às 15:38
Paolla Oliveira utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (24) para promover uma campanha de doações em prol de Bryan, um garoto com histórico comovente que enfrenta a Distrofia Muscular de Duchenne, doença genética rara. Na publicação, a artista pede auxílio para arrecadar cerca de R$ 17 milhões necessários para o tratamento da criança. >
Com um alerta urgente sobre a expectativa de vida do menino, o vídeo publicado pela atriz já ultrapassou a marca de 3 milhões de visualizações. No registro, Paolla e Bryan aparecem lado a lado explicando que a progressão da patologia afeta as fibras musculares, o que pode comprometer o funcionamento do coração a qualquer momento, caso o tratamento não seja realizado. No caso de Bryan, o tratamento indicado seria a terapia gênica chamada Elevidys.>
“Esse é Bryan, uma das muitas crianças e famílias que convivem com a Distrofia Muscular de Duchenne e não encontram caminhos para buscar ajuda”, iniciou Paolla na legenda da publicação. “O olhar dele quebrou meu coração”, confessou a atriz.>
Paolla Oliveira
A Distrofia Muscular de Duchenne é uma doença genética rara e grave que provoca a degeneração progressiva da musculatura esquelética e cardíaca, sendo a forma mais comum de distrofia muscular na infância e afetando, majoritariamente, pacientes do sexo masculino.>
A condição decorre de uma mutação no gene da distrofina, situado no cromossomo X. O gene tem a função de produzir a distrofina, proteína vital para a preservação das fibras musculares. Na ausência dessa substância, os músculos sofrem danos contínuos, sendo gradualmente substituídos por tecidos fibrosos e gordurosos. Devido à ligação genética ao cromossomo X, a enfermidade atinge quase exclusivamente pessoas do sexo masculino — em uma proporção de um a cada 3.500 ou 5.000 —, enquanto pessoas do sexo feminino costumam ser apenas portadoras do gene, raramente manifestando a forma severa.>
Os sintomas costumam surgir na primeira infância, entre os 2 e 5 anos de idade. Entre os sinais de alerta, se destacam:>
- Dificuldade para caminhar, correr e subir degraus;>
- Quedas recorrentes e marcha "gingada" (similar ao andar de um pato);>
- Pseudo-hipertrofia (aumento do volume das panturrilhas);>
- Sinal de Gowers: quando a criança utiliza as próprias pernas como apoio para conseguir se levantar do chão;>
- Fraqueza que progride dos membros inferiores para os superiores.>
- Geralmente, entre os 10 e 12 anos, a maioria dos pacientes passa a necessitar de cadeira de rodas. Com o agravamento do quadro, ocorre o comprometimento dos músculos respiratórios e do coração (cardiomiopatia).>
Embora ainda não exista uma cura definitiva, há tratamentos focados em prolongar e garantir qualidade de vida. As opções incluem o uso de corticoides (como prednisona e deflazacorte) para retardar a evolução da doença, além de fisioterapia, terapia ocupacional e suporte cardiorrespiratório. Em determinados países, também são aprovadas terapias de "leitura translacional" (ataluren) e terapia gênica (como Elevidys), a depender da especificidade de cada caso. Com o acompanhamento multidisciplinar adequado, a expectativa de vida desses pacientes pode alcançar os 30 ou 40 anos.>