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Giuliana Mancini
Publicado em 14 de abril de 2026 às 08:16
Em meio a tantos nomes que passam por uma Copa do Mundo, poucos conseguem marcar o público tanto fora das quatro linhas quanto dentro delas. Mas foi exatamente isso que aconteceu com Rúrik Gíslason durante o Mundial de 2018, disputado na Rússia. Na época, ele atuava como meio-campista da seleção da Islândia e acabou chamando atenção não só pelo futebol, mas também pela aparência. Com 1,84 metro de altura, cabelo loiro e olhos azuis, o atleta rapidamente viralizou nas redes sociais e ganhou o apelido de "jogador mais sexy do mundo". >
O impacto foi imediato e impressionante. Em questão de dias, o então discreto perfil de Gíslason no Instagram saltou de cerca de 30 mil seguidores para mais de 500 mil, transformando o islandês em um verdadeiro fenômeno digital da noite para o dia. A visibilidade abriu portas inesperadas e, apenas dois anos após a Copa, ele decidiu encerrar a carreira nos gramados para explorar novos caminhos profissionais.>
Rúrik Gíslason
A transição não foi tímida. Primeiro, ele investiu no mundo dos negócios, lançando a "Glacier Gin", uma ginebra premium produzida exclusivamente na Islândia, além da "Bökk", sua marca de roupas urbanas. Ao mesmo tempo, começou a se destacar em campanhas publicitárias, o que naturalmente o aproximou do universo do entretenimento.>
Foi assim que surgiu a oportunidade de atuar no cinema. Em 2021, Gíslason fez sua estreia como ator no filme "Cop Secret", uma comédia de ação dirigida por Hannes Thór Halldórsson, conhecido também por sua carreira como goleiro da seleção islandesa e por um momento histórico ao defender um pênalti de Lionel Messi.>
Mas foi fora das telonas que sua popularidade ganhou ainda mais força. Ao vencer o reality show "Let's Dance", na Alemanha, com uma apresentação de tango ao lado da dançarina Renata Lusin, ele consolidou de vez sua imagem pública e ampliou seu alcance para além do esporte.>
Rúrik Gíslason quando ainda era jogador de futebol
A partir daí, a carreira artística deslanchou. Em poucos anos, Gíslason construiu uma trajetória consistente no cinema europeu, participando de produções como "One Million Minutes" (2024) e "Wunderschöner" (2025), mostrando versatilidade e presença nas telas.>
Agora, seu nome volta aos holofotes com o lançamento de "Comer, Rezar, Ladrar", nova produção da Netflix em que ele assume o papel principal. Na trama, ele interpreta Nodon, um treinador de cães com um toque místico, que utiliza tradições celtas para ajudar a restaurar a conexão entre humanos e seus pets em um retiro nos Alpes.>
Hoje, aos 38 anos, Gíslason mantém uma rotina que mistura vida artística, negócios e causas sociais. Ele também atua como embaixador da organização SOS Barnaþorpin, voltada ao cuidado de crianças. Nas redes sociais, onde reúne mais de 770 mil seguidores, compartilha bastidores de sua carreira, viagens e momentos pessoais, consolidando uma imagem que vai muito além daquele jogador que um dia virou sensação na Copa do Mundo.>