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Pronto para o fim do mundo: brasileiro constrói abrigo subterrâneo e se prepara para guerra nuclear

Morador de São Bento do Sul constrói abrigo subterrâneo autossuficiente com energia solar, internet via satélite e estoque de alimentos para enfrentar possíveis crises por mais de um ano

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Foto do(a) author(a) Raphael Miras
  • Agência Correio

  • Raphael Miras

Publicado em 6 de março de 2026 às 18:00

Na zona rural de São Bento do Sul, Sandro Gilberto Jankoski mantém um bunker estruturado com reservas estratégicas, geração própria de energia e sistema pensado para garantir autonomia em situações extremas
Na zona rural de São Bento do Sul, Sandro Gilberto Jankoski mantém um bunker estruturado com reservas estratégicas, geração própria de energia e sistema pensado para garantir autonomia em situações extremas Crédito: Divulgação/Vale Agrícola/ND Mais

Em São Bento do Sul, no Planalto Norte de Santa Catarina, a rotina de Sandro Gilberto Jankoski passa longe do convencional. Há mais de uma década, ele decidiu que a segurança de sua família não deveria depender exclusivamente de sistemas externos.

O resultado desse planejamento é um bunker estruturado em sua propriedade, capaz de garantir sua sobrevivência de forma isolada por mais de um ano.

Sandro é adepto do sobrevivencialismo, um estilo de vida focado na preparação para cenários de emergência, que podem ir de desastres naturais e crises econômicas até colapsos no abastecimento.

Para ele, manter reservas de comida e recursos próprios é, acima de tudo, uma forma de garantir tranquilidade diante do inesperado.

Estrutura e tecnologia

Além do bunker ser um abrigo, o ambiente foi montado com um sistema de engenharia pensado para o longo prazo.

Construído com containers e sistemas de drenagem, o espaço mantém uma temperatura estável durante todas as estações do ano.

No interior, o estoque é amplo: há quantidades estratégicas de arroz, feijão, trigo, macarrão e sal.

A estratégia, porém, vai além do que está nas prateleiras. Sandro armazena sementes para garantir que, caso o isolamento se estenda, ele possa iniciar novas plantações e manter o ciclo de alimentação.

Energia e bioconstrução

A propriedade foi planejada para ser um ecossistema independente. O local conta com:

  • Energia própria: Geração solar com armazenamento em baterias.

  • Comunicação: Internet via satélite para manter o contato com o mundo externo, se necessário.

  • Sustentabilidade: Construções que utilizam técnicas de bioconstrução, aproveitando materiais como madeira, barro e itens reciclados.

Além do bunker, a área externa é produtiva, contando com espaços de plantio e até produção próprio de café.

A escolha do terreno também não foi por acaso: Sandro buscou uma área isolada, estrategicamente afastada do movimento urbano, para reforçar a segurança e a autonomia de seu refúgio.

Para o sobrevivencialista, estar preparado não é uma questão de alarmismo, mas de responsabilidade com o próprio sustento em um mundo cada vez mais imprevisível.