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Agência Correio
Raphael Miras
Publicado em 6 de março de 2026 às 18:00
Em São Bento do Sul, no Planalto Norte de Santa Catarina, a rotina de Sandro Gilberto Jankoski passa longe do convencional. Há mais de uma década, ele decidiu que a segurança de sua família não deveria depender exclusivamente de sistemas externos. >
O resultado desse planejamento é um bunker estruturado em sua propriedade, capaz de garantir sua sobrevivência de forma isolada por mais de um ano.>
Sandro é adepto do sobrevivencialismo, um estilo de vida focado na preparação para cenários de emergência, que podem ir de desastres naturais e crises econômicas até colapsos no abastecimento. >
Para ele, manter reservas de comida e recursos próprios é, acima de tudo, uma forma de garantir tranquilidade diante do inesperado.>
Além do bunker ser um abrigo, o ambiente foi montado com um sistema de engenharia pensado para o longo prazo.>
Construído com containers e sistemas de drenagem, o espaço mantém uma temperatura estável durante todas as estações do ano. >
No interior, o estoque é amplo: há quantidades estratégicas de arroz, feijão, trigo, macarrão e sal.>
A estratégia, porém, vai além do que está nas prateleiras. Sandro armazena sementes para garantir que, caso o isolamento se estenda, ele possa iniciar novas plantações e manter o ciclo de alimentação.>
A propriedade foi planejada para ser um ecossistema independente. O local conta com:>
Além do bunker, a área externa é produtiva, contando com espaços de plantio e até produção próprio de café. >
A escolha do terreno também não foi por acaso: Sandro buscou uma área isolada, estrategicamente afastada do movimento urbano, para reforçar a segurança e a autonomia de seu refúgio.>
Para o sobrevivencialista, estar preparado não é uma questão de alarmismo, mas de responsabilidade com o próprio sustento em um mundo cada vez mais imprevisível.>