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Fernanda Varela
Publicado em 20 de maio de 2026 às 06:00
Poucas coisas parecem acontecer no tempo esperado atualmente. Respostas precisam ser rápidas, resultados devem aparecer imediatamente e qualquer demora costuma gerar ansiedade ou frustração. O provérbio “a pressa é inimiga da perfeição” continua sendo repetido há décadas justamente porque questiona essa necessidade constante de acelerar tudo.>
A reflexão popular costuma ser associada à ideia de que decisões impulsivas, excesso de velocidade e ansiedade podem aumentar erros, desgastes emocionais e arrependimentos.>
Ansiedade, celular e exaustão: a geração que sonha em desaparecer por alguns dias
O pensamento continua extremamente atual em uma época marcada por redes sociais, produtividade excessiva e sensação permanente de urgência. Em muitos casos, as pessoas vivem tão focadas em chegar rápido que deixam de prestar atenção no próprio caminho.>
Na prática, isso aparece em situações comuns do cotidiano. Responder no impulso durante discussões, tentar resolver tudo ao mesmo tempo, tomar decisões precipitadas ou abandonar processos importantes por falta de paciência.>
O provérbio também levanta outra reflexão importante: desacelerar não significa fracassar ou ficar para trás. Em muitos casos, agir com calma e consciência evita problemas maiores no futuro.>
Especialistas em comportamento frequentemente relacionam esse tipo de pensamento à ansiedade moderna e à dificuldade crescente de lidar com espera, silêncio e construção gradual das coisas.>
Talvez seja justamente por isso que o provérbio continue atravessando gerações. Em um mundo onde tudo parece urgente o tempo inteiro, desacelerar também se tornou uma forma de equilíbrio emocional.>