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Saiba como esquema bilionário de lavagem de dinheiro levou à investigação de dono da Choquei, MC Ryan e MC Poze do Rodo

Mais 36 pessoas foram presas em operação

  • Foto do(a) author(a) Felipe Sena
  • Felipe Sena

Publicado em 1 de maio de 2026 às 22:55

MC Ryan, dono da Choquei e MC Poze do Rodo
MC Ryan, dono da Choquei e MC Poze do Rodo Crédito: Reprodução | Redes Sociais

No dia 15 de abril deste ano, Raphael Sousa, dono da páginas de fofoca Choquei, foi preso pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e estelionato digital, envolvendo R$ 1,6 bilhão. Além dele, foram presos MC Ryan, MC Poze do Rodo e outras 36 pessoas.

A investigação deu início a uma espiral de descobertas em relação a um esquema engenhoso envolvendo redes sociais. O esquema usava cantores de funk, como MC Ryan e MC Poze do Rodo, influenciadores empresas de fachada, além de criptoativos, para dissimular a origem ilícita dos valores.

Raphael é responsável pela página Choquei, um dos maiores perfis de entretenimento e notícias virais do Brasil nas redes sociais por Reprodução

De acordo com o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF), as investigações detectaram ainda a exploração de jogos de azar ilegais. O grupo foi descoberto a partir de apurações sobre uma rede de tráfico internacional que utilizava embarcações de pequeno porte para exportar entorpecentes à Europa, alvo da Operação Narco Vela, realizada há um ano.

As operações seguintes aprofundaram a investigação dos mecanismos de lavagem de capitais. Ao todo, o MPF já ofereceu 11 denúncias contra os envolvidos. Foram identificadas práticas típicas de lavagem de dinheiro, como fracionamento de operações financeiras, triangulações comerciais e mescla de valores ilícitos com receitas formalmente declaradas. O esquema abrangia diferentes etapas do processo de lavagem, desde a inserção dos valores no sistema financeiro até sua posterior integração na economia formal, através da aquisição de bens e da utilização de atividades comerciais.

Os mandados judiciais foram cumpridos em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Pernambuco, no Espírito Santo, no Maranhão, em Santa Catarina, no Paraná, em Goiás e no Distrito Federal.

Dono da Choquei, MC Ryan e MC Poze do Rodo

A relação de Raphael Sousa com MC Ryan era apenas profissional, segundo o dono da Choquei. Em depoimento, Raphael explicou que o funkeiro Ryan Santana dos Santos foi apenas contratante de espaço publicitário, ou seja, ele pagava por conteúdos que eram publicados na página Choquei, que acumula mais de 26 milhões de seguidores, com objetivo de ganhar mais visibilidade. Já Marlon Brendon Coelho Couto Silva, o MC Poze do Rodo afirmou conhecê-lo apenas através das redes sociais. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Raphael Sousa destacou que não é “assalariado” e que o faturamento da empresa é transferido para suas contas de pessoa física. Ele ainda declarou que, em casos específicos, recebeu valores em conta pessoal por serviços prestados.

O empresário ainda explicou que os conteúdos publicados foram feitos de acordo com o pedido do contratante e que sua empresa recebia apenas para publicar o que era solicitado. Além disso, acrescentou que existe um filtro, mas o teor é definido por quem contrata.

Raphael explicou ainda que não participou de grupos de mensagens (WhatsApp, Telegram, Signal e outros) relacionados a operações financeiras, remessas ou transporte de valores com pessoas investigadas.

O empresário também declarou que não tem conhecimento sobre a origem de valores movimentados por outros investigados, assim como fracionamento de valores, uso de interpostas pessoas e conversão de recursos em criptoativos.

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