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Telescópio James Webb descobre novo mundo e revela imagens reais de exoplaneta

Imagem inédita mostra planeta leve orbitando estrela distante

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 29 de agosto de 2025 às 10:30

Telescópio espacial captura exoplaneta em disco de poeira estelar
Telescópio espacial captura exoplaneta em disco de poeira estelar Crédito: ESA

O telescópio espacial James Webb conseguiu um feito inédito: capturar a primeira imagem direta de um exoplaneta tão leve quanto Saturno. O registro abre um novo capítulo na busca por mundos além do Sistema Solar.

Chamado TWA 7b, o planeta está a 111 anos-luz da Terra e orbita uma estrela muito jovem, ainda cercada por poeira cósmica. Esse cenário raro ajuda os cientistas a entender como novos mundos surgem.

Observar planetas distantes não é tarefa simples por Divulgação

A façanha só foi possível graças ao coronógrafo do Webb, que bloqueia a luz da estrela e revela detalhes escondidos. O resultado impressionou astrônomos e marcou um avanço sem precedentes.

Um planeta surpreendente

O TWA 7b possui apenas 30% da massa de Júpiter e é dez vezes mais leve que qualquer planeta já fotografado. Isso mostra a sensibilidade do Webb e sua capacidade de explorar regiões antes invisíveis.

O planeta foi encontrado em um anel estreito de poeira ao redor da estrela TWA 7. Esse padrão revelou pistas da presença de corpos invisíveis, até que o Webb confirmou a existência do exoplaneta.

“Esta descoberta representa um marco importante na busca por exoplanetas”, declarou o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) em comunicado, reforçando a dimensão histórica desse registro cósmico.

Desafios da astrofísica

Observar planetas distantes não é tarefa simples. O brilho intenso da estrela costuma ofuscar os sinais e a proximidade angular entre os corpos dificulta qualquer tentativa de registro.

“O James Webb usa coronógrafos que atenuam a luz estelar e permitem revelar objetos tênues e próximos”, explicou Mario De Prá, astrônomo do Observatório Nacional.

Mesmo com essa tecnologia, apenas mundos jovens e brilhantes no infravermelho podem ser detectados. Por isso, cada imagem representa um passo enorme para a ciência.

Pistas para nossa origem

Investigar outros sistemas planetários ajuda a entender como o nosso se formou. Esses dados permitem comparações e oferecem pistas sobre a história inicial da Terra e dos planetas gigantes.

Segundo De Prá, observar mundos em diferentes estágios fornece padrões e exceções que enriquecem os modelos científicos. Isso aproxima os astrônomos de respostas sobre nossas próprias origens.

A descoberta do TWA 7b reforça o papel do James Webb como peça-chave na compreensão da evolução cósmica e dos mecanismos que moldaram o Sistema Solar.