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Giuliana Mancini
Publicado em 15 de maio de 2026 às 06:29
A infidelidade pode surgir por diferentes razões, mas especialistas em relacionamentos apontam que o ambiente profissional também influencia esse comportamento. Rotinas estressantes, jornadas longas, convivência intensa com colegas e até a sensação de poder podem favorecer situações de envolvimento extraconjugal. >
A especialista em sexualidade e relacionamentos Tracey Cox, conhecida por seus livros sobre o tema e colunista do Daily Mail, explicou que determinadas profissões apresentam características que aumentam as chances de traição. Segundo ela, não é apenas uma questão de personalidade, mas do contexto emocional e social criado por certas carreiras. Ela aponta que estresse, a hierarquia e a logística de certos trabalhos facilitam casos extraconjugais. As informações foram divulgadas pelo jornal La Nacion.>
Traição e infidelidade
Veja as cinco áreas profissionais citadas por ela:>
Mesmo enfrentando plantões cansativos e jornadas desgastantes, profissionais da saúde aparecem entre os grupos com maior tendência à infidelidade. De acordo com Cox, médicos, enfermeiros e outros trabalhadores do setor vivem situações emocionalmente intensas diariamente, o que cria vínculos profundos entre colegas.>
A especialista também mencionou um componente psicológico fundamental: o "complexo de Deus". Ela destacou que o reconhecimento e o status ligados à profissão podem alimentar uma sensação de invulnerabilidade em alguns profissionais, levando à ideia de que regras e limites não se aplicam da mesma forma a eles.>
Professores e profissionais da educação também estão na lista. O desgaste emocional da rotina escolar, salários que nem sempre compensam o esforço e o fardo de levar o trabalho para casa, dificultando a separação da vida pessoal e profissional, podem criar uma lacuna nos relacionamentos.>
Segundo Cox, muitas vezes quem não atua na área tem dificuldade para compreender a pressão enfrentada pelos educadores. Isso pode fazer com que professores encontrem apoio emocional justamente em colegas que compartilham da mesma realidade.>
Na visão da especialista, o universo financeiro está ligado a ambientes altamente competitivos e focados em resultados. Ela afirma que profissionais acostumados a correr riscos e ultrapassar limites para alcançar metas podem acabar levando esse comportamento também para a vida pessoal.>
O dinheiro, o status e a busca constante por desempenho seriam fatores que contribuem para atitudes impulsivas e relações paralelas.>
Empresários e empreendedores também aparecem entre os grupos citados por Tracey Cox. Pessoas acostumadas a liderar, tomar decisões rápidas e controlar a própria rotina podem desenvolver uma visão mais individualista sobre os relacionamentos.>
Segundo a especialista, quando sentem que algo está faltando na vida afetiva, alguns acabam buscando satisfação fora do relacionamento sem enxergar isso como uma grande ruptura moral, mas sim como uma escolha prática.>
Pilotos e comissários de bordo fecham a lista. Para Cox, a própria dinâmica da profissão facilita casos extraconjugais. Viagens constantes, longos períodos longe de casa, hospedagens em hotéis e mudanças frequentes de cidade criam oportunidades para encontros discretos.>
Além disso, a distância física do parceiro e a rotina pouco previsível podem dificultar a manutenção da intimidade no relacionamento.>