Espetáculo infantil Cadê Rádbrin? estimula aventura musical pela cultura popular brasileira

Peça acontece neste final de semana na Caixa Cultural Salvador

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  • Luiza Gonçalves

Publicado em 11 de julho de 2024 às 09:20

Espetáculo infantil Cadê Rádbrin? estimula aventura musical pela cultura popular brasileira
Espetáculo infantil Cadê Rádbrin? estimula aventura musical pela cultura popular brasileira Crédito: Divulgação / Caio Lirio

Cadê Rádbrin? - Uma Aventura Brincante faz da musicalidade, cores e brincadeiras da cultura nordestina protagonistas de uma narrativa envolvente para crianças e adultos neste final de semana. A peça infantojuvenil será apresentada no sábado, às 11h e às 15h, e no domingo, às 15h, na Caixa Cultural, na Rua Carlos Gomes.

Pautado na diversão, o espetáculo é uma verdadeira celebração à brincadeira: “Um show interativo do começo até o fim: tem roda de coco, tem bumba meu boi, quadrilha, tudo quanto é brincadeira. E a gente fala que é para todas as idades, de crianças de zero a mais de 100. A gente tenta trazer os pais também para o universo infantil, fazer todo mundo ficar junto, pais e filhos brincando com a gente também. É um show para todo mundo participar”, defende o multi-instrumentista e artista plástico Rafael Kalunga.

Ele, juntamente com Iara Castro, atriz e arte-educadora, e o arte-educador e músico Gil Santana, integra o grupo cênico-musical Cadeiradebrin, responsável pelo espetáculo. Os amigos fundaram o projeto em 2014, inspirados nos brincantes da cultura popular e motivados pelo desejo de unir as culturas populares, teatro, música e dança em um movimento de artes integradas em constante diálogo.

O coletivo já possui mais de 20 músicas e quatro espetáculos autorais, sendo o primeiro deles justamente Cadê Rádbrin? - Uma Aventura Brincante, que retorna aos palcos para celebrar os 10 anos de atuação do grupo.

“Gil já tinha algumas composições musicais e, a partir daí, montamos um espetáculo que unisse essas músicas, trazendo minha contribuição nessa parte mais teatral, para que criássemos uma história que costurasse esse repertório. Inicialmente, a gente apresentava em eventos, praças, no teatro de rua e depois adaptamos ele para palco”, relembra Iara Castro.

Na narrativa, um menino chamado Rádbrin se encanta pelo som de um instrumento diferente e se perde dos pais em uma visita à feira. A situação preocupante se transforma em uma grande aventura: à procura dos pais, o menino vive situações inusitadas que o levam a conhecer com encantamento e alegria a cultura nordestina.

“O processo de criação do espetáculo Cadê Rádbrin foi pensado e criado coletivamente. Nossa principal influência são os brincantes e brinquedos da nossa cultura, escolhendo um contexto mais rural e buscando interagir com o público, bem como trazê-lo para nossa brincadeira”, explica Gil Meireles. Ele realiza a direção musical do espetáculo a partir de experimentações e composições autorais, baseadas em referências sonoras nordestinas. Kalunga também assina a direção musical, além da confecção de instrumentos, cenário e adereços dos figurinos.

Cultura nordestina

A peça dura cerca de uma hora e conta com diversos instrumentos musicais, adereços cênicos, máscaras e canções originais. Equilibrar todos esses elementos em um espetáculo não foi uma tarefa fácil, explica Iara: “Essa dinâmica de mesclar narrativa com outros elementos artísticos no início foi um desafio para nós porque quando entra a música, a dança que é muito forte, as máscaras, elas chamam muita atenção. Então, na narrativa, a forma de chamar a atenção do público e fazer com que as pessoas prestassem atenção na história teve que ser diferente. Mas fomos descobrindo um formato bem orgânico em que conseguimos vivenciar ali as culturas populares e a história”.

Ao longo dos anos, o grupo foi aperfeiçoando sua abordagem para lidar com diferentes públicos, incorporar linguagens e transmitir suas histórias, tanto no narrativo quanto no visual. “As recompensas são as risadas, a fala das crianças e adultos que são convidados a entrar neste mundo da imaginação e da brincadeira”, declara Gil Meireles.

Para Rafael Kalunga, encenar Cadê Rádbrin é contribuir para a valorização da cultura brasileira e suas particularidades, que, muitas vezes, são deixadas em segundo plano. “A gente tem a tendência de esquecer, deixar um pouco de lado. Então, eu acho muito importante mostrar o valor da nossa cultura daqui do Brasil, são muitas manifestações e precisamos conhecê-las”, defende.

SERVIÇO: Sábado (13), às 11h e 15h; e domingo (14), às 15h, na Caixa Cultural Salvador (Rua Carlos Gomes) | Ingressos: R$ 30 / R$ 15