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CORREIO dá dicas para estudar Matemática, ponto fraco dos baianos no Enem

Disciplina teve a pior média dos candidatos baianos em 2014, abaixo da média nacional

Publicado em 27 de julho de 2016 às 06:31

 - Atualizado há 3 anos

“Matemática, especificamente, sempre foi uma matéria muito difícil para mim”, afirma a fisioterapeuta Louise Vasconcelos, 28 anos. Por isso mesmo, este ano, ela aderiu aos cursinhos online e contratou um professor particular para tentar superar a dificuldade. Louise vai prestar este ano o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e quer cursar Medicina. “Para isso, vou ter que estudar bem, inclusive Matemática”, diz.A dificuldade de Louise não é um caso isolado. Na prova de Matemática, que tem 45 das 180 questões do Enem, os estudantes baianos tiveram a pior média de todas as competências em 2014: 489,91 pontos. A média baiana é menor do que a nacional, de 495,66. Apesar disso, é a nona entre os 26 estados e o Distrito Federal e a melhor do Norte e Nordeste. “Essa ideia de bicho-papão já vem desde os primórdios, de que Matemática é uma coisa superdifícil. A gente tenta fazer um trabalho, e eu acho que a gente consegue, de mostrar ao aluno que Matemática é raciocínio. Matemática não é conta, conta é cálculo”, explica o professor Raimundo Portela, que dá aulas de Matemática há 38 anos e hoje é um dos professores do cursinho Grandes Mestres.Revisão de Matemática com o professor Raimundo Portela: sala cheia para convencer estudantes de que a disciplina não é tão difícil assim (Foto: Marina Silva/CORREIO)Mas há quem não veja esse monstro todo. A estudante Mariana Mattos Brandão, 17, aluna do 3º ano do Colégio Oficina, ainda nem decidiu o que quer cursar depois que deixar o ensino médio. “Mas eu nunca tive tantos problemas com Matemática, é até uma das disciplinas que eu mais gosto. Estudo fazendo muitos exercícios”, aponta. O professor Denilton Correia, que dá aulas de Matemática no curso Análise, no Sartre COC e no Mendel, diz que é este o melhor caminho. “Matemática é exercício, é exercitar o que é cobrado para ir bem na prova, de forma que, já na leitura da questão, você já saiba o que fazer”, indica.Interpretação Não é exclusividade da Matemática: as questões do Enem, em geral, não cobram fórmulas, e sim raciocínio. “A Matemática é passada na escola como uma matéria decoreba, mas o Enem não cobra isso. O que se cobra é a resolução de problemas e o aluno precisa ser hábil para resolver problemas na vida real. Não é só o conteúdo, tem uma preparação física e mental”, diz o professor Rafael Procópio, do canal no Youtube Matemática Rio.Para o professor Raimundo Portela, é essencial saber interpretar textos, e isso não vale só para a prova de Matemática. “O aluno, e não somente o da Bahia, não lê. E quem não lê, não interpreta e não escreve. Existem questões que o candidato não faz porque não entende nem o enunciado, porque falta leitura e interpretação”, aponta.Numa prova com textos e enunciados longos, a interpretação se faz ainda mais importante. É que, em quatro horas e meia de prova, o aluno tem apenas três minutos para resolver cada questão, o que inclui ler, interpretar, buscar na mente o assunto de que a questão fala e responder.Questões Um dos maiores problemas é o tamanho da prova: um quarto das questões do Enem é de Matemática. “É a prova mais extensa, são 45 questões só disso e no mesmo dia de Linguagens e Redação”, alerta o professor Rafael Procópio, do canal no Youtube Matemática Rio. Para Raimundo Portela, é difícil que o aluno consiga fazer bem as três provas nestas condições. “Se você começa por Matemática, não consegue terminar Linguagens e Redação. E se começa por elas, não termina Matemática”, critica.O professor Raimundo Portela também alerta para a quantidade de assuntos. “Quando o aluno me pergunta que assunto vai cair na prova, eu sempre digo que é tudo o que eu ensinar e também o que eu esquecer”.  Para ele, começar a estudar agora acaba prejudicando o estudante – o mesmo vale para quem enfrenta greves. Portela dará aulões na Concha Acústica a convite do secretário de Cultura da Bahia, Jorge Portugal. As datas não foram divulgadas.Veja dicas Tabela mostra desempenho em matemática por estado

Média foi calculada a partir do desempenho das escolasEm 2014, foi no caderno de Matemática, com 45 questões, que os candidatos baianos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tiveram o pior desempenho. Se consideradas as notas obtidas pelos estudantes das 642 escolas estaduais, municipais, federais e privadas da Bahia com candidatos no exame, a média geral no estado foi de 489,91 pontos.

Os dados foram calculados com base nos desempenhos das escolas da Bahia no Enem de 2014, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Ainda não há previsão para que sejam divulgados os desempenhos no Enem de 2015. E, 2014, o pior desempenho em Matemática da Bahia foi o das escolas municipais – seis escolas, nas cidades de Adustina, Cruz das Almas, Itapicuru, Milagres, Salinas da Margarida e São Gonçalo dos Campos – com média de 435,28 pontos, seguida das estaduais, com 440,01, das privadas, com 533,26 e, por fim, das escolas federais, cuja média dos estudantes foi de 537,77, média maior, inclusive, do que a geral dos estudantes de São Paulo, que obtiveram 526,98 e estão em primeiro lugar no ranking (veja acima). Em 2014, a melhor média da Bahia foi na prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias (558,72), seguida de Redação (523,96), Linguagens (520,66) e Ciências da Natureza (499,92).