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É uma boa levar Neymar lesionado para Copa? Histórico da Seleção mostra que aposta já deu certo

Com Neymar em recuperação de lesão, histórico da Seleção Brasileira mostra que apostas em craques sem condições ideais já deram resultado em Copas do Mundo.

  • Foto do(a) author(a) Pedro Carreiro
  • Pedro Carreiro

Publicado em 29 de maio de 2026 às 20:02

Neymar pela Seleção Brasileira
Neymar pela Seleção Brasileira Crédito: Shutterstock

A possível ausência de Neymar na estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 reacendeu uma discussão recorrente no futebol: vale a pena levar para o Mundial um jogador sem condições físicas ideais?

O camisa 10 se recupera de uma lesão muscular e corre o risco de ficar fora da partida contra o Marrocos, marcada para o dia 13 de junho. Apesar da preocupação, a história mostra que a Seleção já apostou em jogadores lesionados em outras edições da Copa — e, na maioria das vezes, o resultado foi positivo.

Levantamento do Bolavip Brasil aponta que o Brasil teve aproveitamento de 87,8% nas partidas em que utilizou atletas que chegaram lesionados ao Mundial. Ao longo da história, três casos ficaram marcados: Pelé, em 1958; Zico, em 1986; e Branco, em 1994.

Careca (1982): Principal esperança ofensiva do Brasil sofreu lesão na coxa poucos dias antes da estreia e perdeu a Copa da Espanha. por Reprodução

A aposta em Pelé em 1958

Antes da Copa do Mundo da Suécia, Pelé sofreu uma grave lesão no menisco durante um amistoso contra o Corinthians. Mesmo diante das recomendações médicas e da pouca idade do atacante, então com apenas 17 anos, a comissão técnica liderada por Vicente Feola decidiu mantê-lo no grupo.

O atacante desfalcou o Brasil nas duas primeiras partidas, contra Áustria e Inglaterra, mas voltou justamente no terceiro jogo, diante da União Soviética. A partir daí, tornou-se decisivo na campanha do título.

Pelé marcou o gol da vitória sobre o País de Gales nas quartas de final, fez três gols contra a França na semifinal e balançou as redes duas vezes na decisão diante da Suécia. Em quatro partidas disputadas, o Rei somou quatro vitórias e seis gols marcados.

Careca (1982): Principal esperança ofensiva do Brasil sofreu lesão na coxa poucos dias antes da estreia e perdeu a Copa da Espanha. por Reprodução

Zico jogou no sacrifício em 1986

Outro caso emblemático aconteceu na Copa de 1986, no México. Um ano antes do torneio, Zico sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo após uma entrada violenta do lateral Márcio Nunes, do Bangu.

Mesmo sem estar totalmente recuperado, o meia foi convocado por Telê Santana, que apostava na liderança e na qualidade técnica do camisa 10. Sem condições de atuar durante os 90 minutos, Zico começou a competição no banco de reservas.

O ex-jogador participou de quatro partidas, sempre entrando no decorrer dos jogos. O momento mais marcante aconteceu nas quartas de final contra a França, quando sofreu e cobrou um pênalti defendido pelo goleiro Bats. Após empate por 1x1, o Brasil acabou eliminado nos pênaltis. Ainda assim, Zico converteu sua cobrança na disputa decisiva.

Com ele em campo, a Seleção acumulou três vitórias e um empate no torneio.

Branco foi decisivo no tetra em 1994

Na preparação para a Copa dos Estados Unidos, em 1994, o lateral-esquerdo Branco enfrentava fortes dores nas costas causadas por uma lombalgia crônica. Sem condições ideais, iniciou o Mundial como reserva de Leonardo.

A experiência do veterano, porém, pesou na decisão de Carlos Alberto Parreira de mantê-lo no elenco. A oportunidade surgiu após a expulsão de Leonardo nas oitavas de final contra os Estados Unidos.

Branco assumiu a titularidade nas quartas de final diante da Holanda e marcou um dos gols mais históricos das Copas do Mundo em uma cobrança de falta de longa distância, garantindo a vitória brasileira por 3x2.

O lateral seguiu entre os titulares até a final contra a Itália e ainda converteu sua cobrança na disputa de pênaltis que garantiu o tetracampeonato mundial ao Brasil.

Ao todo, Branco disputou três partidas naquela Copa, com duas vitórias, um empate e um gol marcado.

Tags:

Neymar Copa do Mundo 2026 Selção Brasileira