No Barradão, Vitória e Bahia se enfrentam pelo jogo de ida da final do Baianão

Ba-Vi será disputado neste domingo (31), às 16h

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  • Gabriel Rodrigues

Publicado em 31 de março de 2024 às 05:00

osvaldo e thciano
Osvaldo e Thaciano são as armas da dupla Ba-Vi na final do Baianão Crédito: Victor Ferreira e Tiago Caldas

Depois de seis anos de espera, a final do Campeonato Baiano voltará a ser colorida pelo o rubro-negro do Vitória e o tricolor do Bahia. Neste domingo, os dois principais clubes do estado iniciam a disputa pelo título estadual. O primeiro duelo terá mando de campo do Leão, e será às 16h, no Barradão.

Como é esperado em uma decisão, a expectativa é de que o encontro entre os rivais tenha praticamente de tudo. Logo de cara, o confronto é uma espécie de tira-teima na temporada. Nos dois embates ocorridos esse ano, cada clube venceu uma vez.

O Vitória levou a melhor no primeiro clássico, no Barradão, e ganhou por 3x2, pela fase de grupos do Baianão. O troco do Esquadrão veio no Ba-Vi disputado pela Copa do Nordeste: 2x1, na Fonte Nova.

O mando de campo, aliás, é a aposta do Leão para largar em vantagem na final. Como os clássicos vêm sendo disputados com torcida única, apenas os rubro-negros terão acesso ao Barradão. A torcida promete fazer uma grande festa para apoiar o time. A expectativa é de casa cheia e, até a última sexta-feira, mais de 20 mil ingressos haviam sido garantidos.

“Os números mostram nossa força. O torcedor tem comparecido, tem sido nosso 12º jogador. Desde a Série C, quando o torcedor abraçou a equipe e levou o Vitória ao acesso para a Série B. Ano passado também, o torcedor nos carregou nos braços para a elite do futebol. O torcedor tem sido fundamental para que a gente seja forte aqui no Barradão. Voltamos a ter o respeito dos adversários que jogam aqui. São 22 jogos sem perder dentro de casa. Aqui a gente é forte e vamos continuar com essa pegada para não perder a invencibilidade logo em uma decisão”, disse o atacante Osvaldo.

A importância da partida é tamanha para o Vitória que o técnico Léo Condé poupou os titulares na partida decisiva contra o Treze, na última quarta-feira, pelo Nordestão. A ideia do treinador era a de ter um time descansado nas finais do Baianão.

“Foram seis anos sem passar de fase no estadual. Muita gente achou que teria uma distância grande para o rival, a gente mostrou que tem capacidade para fazer bons jogos. Nossa expectativa é fazer grandes jogos na final e brigar por coisas boas”, analisou Condé.

Segundo maior vencedor do Campeonato Baiano, o Vitória busca o seu 30º título. Mais do que isso, o clube tenta quebrar o jejum de seis anos sem vencer a competição. A última vez que levantou o caneco foi em 2017.

Por falar em elenco descansado, Léo Condé tem reforço para o primeiro jogo da final. Um dos pilares do meio-campo rubro-negro, o volante Dudu está recuperado de lesão e volta ao Leão. O camisa 5 foi um destaques no Ba-Vi vencido pelo Vitória.

O visitante

Do lado do Bahia, a ideia é garantir o um bom resultado na casa do rival e ter vantagem no jogo da volta, na Fonte Nova, em um estádio apenas com a torcida tricolor. Rogério Ceni também poupou o time no meio da semana, na Copa do Nordeste, e terá uma equipe mais descansada.

Na análise de Ceni, o jogo de construção e posse de bola do Esquadrão exigirá muito de uma boa parte física para que o time tenha êxito diante do rival. Na derrota para o rubro-negro, no primeiro clássico do ano, a “falta de vontade” dos jogadores foi a principal crítica entre os tricolores.

“Vamos ter que criar uma condição para que a gente tenha um prazo um pouco maior entre esses jogos para ser mais competitivos, assim como o rival [o Vitória], que tem muita força física e exige muito mais desgaste para a construção. Temos que estar fisicamente mais inteiros para esses dois jogos”, pontuou o comandante.

A boa notícia para Ceni é que o Bahia tem reforço na lateral direita: Santiago Arias, que havia ficado de fora dos três últimos jogos pois estava com a seleção colombiana. De volta ao clube, ele vive a expectativa para estrear no clássico.

Além de impedir que o maior rival encerre o jejum no Campeonato Baiano, o Bahia tenta manter a hegemonia a nível estadual. O tricolor venceu quatro das últimas seis edições e é o clube mais vezes campeão, com 50 conquistas.

Depois do Ba-Vi deste domingo, Bahia e Vitória terão mais uma semana de preparação até o jogo da taça. O duelo está marcado para o dia 7 de abril, também às 16h, na Fonte Nova.

“A gente sabe que vai ser um jogo muito difícil. A gente sabe da competitividade do Vitória, é um time muito qualificado. A gente tem que levar de lição o que a gente fez na Fonte Nova, o nosso nível de entrega, nosso nível de concentração. É assim que se joga um clássico. A gente tem que disputar o máximo, igualar na vontade com os caras para não ser surpreendido”, afirmou o volante Rezende.