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Praia artificial e clubes exclusivos: ídolo da Seleção Brasileira investe mais de R$ 1 bilhão em projetos de luxo no esporte

Ex-atacante amplia negócios e lança projeto de R$ 25 milhões em esportes de raquete

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 4 de maio de 2026 às 10:02

Galácticos Rackets
Galácticos Rackets Crédito: Divulgação

O movimento de Ronaldo Nazário fora dos gramados ganhou um novo capítulo. Depois de investir em um projeto bilionário de piscinas de ondas anunciado no começo do ano, o ex-atacante agora direciona atenção para um segmento que cresce rapidamente no Brasil: os esportes de raquete.

Batizada de Galácticos Rackets, a iniciativa surge em um cenário de expansão acelerada do tênis e, principalmente, do pádel. Nos últimos anos, o interesse pelas modalidades aumentou de forma consistente, impulsionado tanto pelo crescimento do número de praticantes quanto pela abertura de novas quadras em diferentes regiões do país.

Esse avanço tem respaldo em dados. Desde 2021, quando houve redução no imposto de importação de raquetes, o volume de equipamentos adquiridos aumentou de forma expressiva, refletindo a ampliação da base de jogadores de tênis. No caso do pádel, o esporte já reúne mais de 35 milhões de praticantes no mundo, com o Brasil figurando entre os mercados mais dinâmicos das Américas. Por aqui, a expansão é visível: novas quadras surgem diariamente, evidenciando um descompasso entre demanda e estrutura disponível.

Ronaldo Fenômeno  por Thais Magalhães/CBF

“Nós acreditamos muito nesses dois esportes. O Brasil tem demanda de sobra e infraestrutura de menos. É aí que entra o Galácticos, queremos levar o tênis e o padel do Brasil a outro patamar”, afirmou Ronaldo em entrevista ao portal Exame.

Projeto em várias frentes

O projeto foi desenhado para atuar em diferentes frentes. No topo da estratégia está o Galácticos Club, um conceito de clube fechado, com número limitado de membros e foco em experiência premium. A proposta combina prática esportiva com serviços ligados a bem-estar, performance e convivência, incluindo programas de treinamento, oferta gastronômica e agenda de eventos.

Em paralelo, o Galácticos Arena aposta em escala e digitalização. A ideia é centralizar em uma plataforma todas as etapas da experiência do usuário, da reserva de quadras à interação com outros jogadores. Os espaços também devem funcionar como pontos de encontro, indo além da prática esportiva e incorporando ambientes para reuniões e socialização.

Há ainda uma frente voltada ao acesso ao esporte. O plano inclui iniciativas em comunidades de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, com recuperação de áreas e uso de incentivos públicos para ampliar a prática do tênis e do padel.

“Além de investir na alta demanda represada atualmente, nosso plano visa o fomento e a democratização. O foco não é só no agora, mas sim transformar o cenário no longo prazo criando um ciclo virtuoso para o ecossistema”, diz Ronaldo.

Para estruturar a operação, o ex-jogador se uniu ao Grupo Calçadão, que passa a atuar como operador do negócio. A empresa tem experiência no segmento de esportes de areia e desenvolveu um modelo que integra esporte, lazer e consumo em um mesmo ambiente, indo além da lógica tradicional de locação de quadras.

Expansão à vista

A expansão já começa com um desenho definido. A etapa inicial prevê sete unidades no Sudeste, com clubes em São Paulo e no Rio de Janeiro e arenas distribuídas em regiões estratégicas. O aporte inicial para essa fase é de R$ 25 milhões.

“Inicialmente, serão 7 unidades, sendo duas delas Galácticos Club, em São Paulo e no Rio de Janeiro, e as demais Galácticos Arenas em bairros estratégicos. Dentro do nosso plano de negócio já tem até terreno com contrato assinado, mas mudanças podem acontecer com a rodada de investimento, como a aposta em unidades na região Nordeste ou no Sul”, afirma Marco Farah, também em conversa com a Exame.

Segundo o executivo, o projeto ainda está em fase de captação e não conta com patrocinadores neste momento. “Futuramente buscaremos patrocínios que agreguem no negócio e não só assinem o cheque. Queremos crescer no lugar certo para o público adequado, que vai construir junto com a gente essa nova marca, que é um xodó do Ronaldo”, diz.

A operação deve começar a sair do papel ainda em 2026, com as primeiras unidades previstas para o fim do ano. A expansão mais ampla, no entanto, deve acontecer ao longo de 2027, quando o projeto tende a ganhar escala no país.

Piscina de ondas

Antes de mirar os esportes de raquete, Ronaldo Nazário já havia dado um passo relevante em outro tipo de empreendimento esportivo. O ex-jogador tornou-se sócio do Reserva Beach Club, projeto em desenvolvimento em Alphaville, região nobre entre Barueri e Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.

O complexo prevê a criação de uma praia artificial com cerca de 25 mil metros quadrados e investimento estimado em R$ 1 bilhão, com inauguração planejada para 2027. O modelo inclui a venda de 3,5 mil títulos patrimoniais familiares, cada um avaliado em R$ 630 mil.

Durante o anúncio da parceria, Ronaldo fez referência ao passado de forma descontraída. “Lembrando do tempo que pegava 'jacarezinho' no Rio de Janeiro”, disse, ao posar com uma prancha. Apesar de admitir pouca experiência no surfe, ele indicou que pretende se aventurar na modalidade. “Vou pedir ajuda para minhas filhas, fazer perguntas a ela. Tenho muito medo de machucar. Mas, tênis, (vou jogar) com certeza”, afirmou.

A estrutura do clube será equipada com tecnologia WaveBender, capaz de gerar ondas de até 2,10 metros que se formam por cerca de 22 segundos, permitindo que até 50 pessoas surfem por hora. O projeto também inclui quadras de tênis, beach tennis e padel, além de outras atrações como tirolesa, simulador de esqui, squash, spa e áreas gastronômicas.