8 mitos e verdades interessantes sobre espinhas

8 mitos e verdades interessantes sobre espinhas

Dermatologistas esclarecem algumas informações importantes sobre esse tipo de inflamação que atinge a pele

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Publicado em 8 de abril de 2024 às 17:25

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Alguns cuidados com a pele são importantes devido às espinhas (Imagem: LightField Studios | Shutterstock) Crédito:

A espinha é uma condição bastante comum que atinge a pele. Caracterizada por bolinha com a ponta branca, ela é causada quando o folículo piloso da pele fica obstruído por sebo e células mortas. Além do impacto físico visível, essa pequena lesão também pode ser dolorosa, causando desconforto e gerando baixa autoestima em algumas pessoas.  

Ademais, espinha é um assunto que costuma ser cercado por diversos mitos e verdades. O problema é que, dependendo do tipo de informação compartilhada, uma simples espinha pode resultar em hábitos que pioram a inflamação na pele e aumentar o risco de infecções secundárias.

Por isso, a seguir, dermatologistas esclarecem alguns mitos e verdades importantes sobre as espinhas. Confira!

1. Não devemos espremer as espinhas

Verdade! Mesmo que seja tentador, é importante evitar esse hábito. Isso porque espremê-la pode contribuir para o aparecimento de mais acne, causar manchas na pele e até mesmo contribuir para o surgimento de problemas mais graves.

“Espremer espinhas cria uma lesão profunda na pele que serve como porta de entrada para bactérias. Essas bactérias podem causar uma infecção localizada, que, se não tratada, pode se alastrar, atingindo nervos, por exemplo, e causando paralisia. Em casos mais graves, a infecção pode se tornar generalizada e causar sepse, uma reação inadequada do organismo à infecção que pode levar à morte”, explica a dermatologista Dra. Ana Maria Pellegrini.

2. Comer chocolate causa espinha

Depende! O cacau, por exemplo, contém substâncias antioxidantes benéficas para a pele. No entanto, ele não costuma ser o único ingrediente presente na maioria dos chocolates , o que pode contribuir para o aparecimento de espinhas.

“Por isso, as versões mais amargas trazem benefícios antioxidantes e anti-inflamatórios, mas também devem ser consumidas com moderação. No caso do chocolate branco e ao leite, ambos têm grande concentração de açúcar e gordura, o que pode favorecer a inflamação e envelhecer a pele, dependendo do contexto alimentar desse paciente”, afirma a dermatologista Dra. Claudia Marçal.

3. Lavar o rosto constantemente previne o surgimento de espinhas

Mito! Geralmente, as peles com tendência à espinha costumam ser mais oleosas. No entanto, lavar o rosto várias vezes ao dia não resolverá o problema, podendo piorar a oleosidade da pele.

“Evite lavar o rosto mais que duas vezes ao dia. Quanto mais vezes lavamos o rosto, maior a produção de sebo. Procure, ainda, utilizar água fria para lavar o rosto. A água fria ajuda no controle da oleosidade, ao contrário da água quente, que estimula a produção de sebo”, recomenda a dermatologista Dra. Cintia Guedes.

4. Alimentação e hábitos de vida interferem nas espinhas

Verdade! Conforme explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, a alimentação e os hábitos de vida também influenciam na acne . “Por isso, é importante evitar dieta rica em alimentos com alto índice glicêmico e laticínios, tabagismo e exposição excessiva aos raios solares”, indica.

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Utilizar maquiagem não é algo que piore as espinhas (Imagem: Dean Drobot | ShutterStock) Crédito:

5. Maquiagem piora a acne

Mito! Não é preciso deixar de usar maquiagem por causa das espinhas. “Pessoas que têm acne podem, sim, usar maquiagem. Já existem várias linhas de produtos específicos para pele oleosa e com tendência a acne. Inclusive, alguns filtros solares já vêm com cor, o que dá uma boa disfarçada, tanto nas lesões inflamatórias quanto naquelas manchinhas que às vezes ficam depois da acne estar tratada”, diz o dermatologista Dr. Otávio Macedo.

6. Pele negra tem maior propensão às manchas e acne

Verdade! Algumas características da pele negra a tornam mais propensa a manchas e acne. “A grande diferença entre a pele negra e a pele branca é a quantidade de melanina, pigmento que dá cor à pele, que é maior na pele negra. Por esse motivo, tem maior risco de hiperpigmentação, ou seja, pode manchar mais facilmente após traumas ou espinhas, por exemplo”, explica a Dra. Paola Pomerantzeff.

7. Acne é um problema que desaparece após a adolescência

Mito! Embora espinhas e cravos sejam comuns na adolescência, eles também podem persistir durante a fase adulta. “Os sintomas da acne são desencadeados por oscilações na proporção entre os hormônios sexuais masculinos e femininos. Portanto, a alteração hormonal durante a puberdade é um dos principais desencadeantes da acne, mas também há fatores em outros momentos da vida que podem afetar o equilíbrio hormonal”, explica a dermatologista Sarah Bechstein.

8. Gelo ajuda a reduzir a espinha

Verdade! O gelo pode ser um grande aliado quando surge aquela espinha inflamada e dolorida na pele. “Para reduzir o inchaço e a vermelhidão da espinha, vale a pena aplicar gelo no local por alguns minutos, sempre envolto em algum tecido para evitar queimaduras. O gelo combate a inflamação e o inchaço”, aconselha a Dra. Ana Maria Pellegrini.