CAMAÇARI

Jovem tem fratura no braço após agressão de PM em Barra do Jacuípe, denuncia família

Abordagem aconteceu quando PMs foram ordenar que som fosse desligado em festa paredão

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Publicado em 9 de junho de 2024 às 08:41

Jovem teve braço quebrado após agressão
Jovem teve braço quebrado após agressão Crédito: Reprodução/TV Bahia

Um rapaz de 24 anos diz que sofreu uma fratura no braço esquerdo depois de ser agredido por policiais militares, na madrugada do sábado (8), durante uma festa em Barra do Jacuípe, em Camaçari, na Região Metropolitana. Os PMs teriam se irritado ao notar que o jovem estava filmando a abordagem policial. As informações são da TV Bahia. 

A festa paredão acontecia na Rua Direta quando uma equipe da Polícia Militar chegou para pedir que o som fosse desligado, segundo a denúncia da família do rapaz. 

Os homens que estavam no local foram colocados contra uma parede para a revista da PM. O jovem então começou a filmar com um celular, mas um policial viu e foi para cima dele. Ele é agredido com murros e chutes, para indignação das pessoas presentes, que pedem para que ele pare, falam em abuso de autoridade e dizem que ele está errado. 

Outro PM se aproxima e desfere golpes com cassetete, no que é seguido pelo primeiro policial. O rapaz recebe mais golpes com cassetete. A namorada do jovem filmou as cenas de agressão e outra gravação mostra os PMs tentando tomar o celular da mão dela.

Ferido no braço, o jovem foi socorrido ao Hospital Geral Menandro de Faria, onde teve a fratura constatada, segundo familiares. 

Em nota, a Polícia Militar diz que equipes da 59ª Companhia Independente (CIPM) esteve no lugar para averiguar a denúncia de que acontecia uma festa paredão, já na madrugada de sábado. 

A equipe estava tentando identificar os envolvidos na "formação do paredão", segundo a PM, quando foi hostilizada pela população, que arremessou garrafas de vidro e ameaçou os PMs. "Diante da situação, foi solicitado apoio de outras guarnições, mas os envolvidos conseguiram evadir", diz a PM em nota. 

"Fatos relacionados a agressões serão apurados e a Corporação ressalta que não coaduna com comportamentos contrários à doutrina preconizada, que é pautada na legalidade e na técnica, e reafirma o compromisso na proteção da sociedade baiana", finaliza a PM.