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Marcha Nacional pelo Parto Humanizado acontece neste domingo

Concentração será às 16h, no Farol da Barra

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Publicado em 16 de abril de 2024 às 21:59

Marcha será realizada no próximo domingo (21)
Marcha será realizada no próximo domingo (21) Crédito: Maína Diniz/Divulgação

Com o objetivo de garantir o direito de escolha das mulheres quanto ao local e aos profissionais que prestarão a assistência no momento no parto, será realizada neste domingo (21), a Marcha Nacional pelo Parto Humanizado. A concentração será no Farol da Barra, a partir das 16h.

É a primeira edição da marcha, que acontece em diversas capitais e cidades do interior do Brasil. Segundo a doula e representante do Movimento Social pelo Parto Humanizado na Bahia, Laili Florez, a expectativa é que cerca de 200 pessoas participem da mobilização.

“A gente está se mobilizando para que as pessoas que gestam tenham autonomia e liberdade para escolher seu local de parto e a sua assistência de acordo com as melhores evidências científicas”, disse.

A ideia de uma marcha nacional surgiu durante um congresso do Conselho Federal de Enfermagem, realizado em março deste ano, onde foi abordado o caso de duas enfermeiras obstétricas do Rio de Janeiro, que foram proibidas pelo Conselho Regional de Medicina de atuarem de forma autônoma no atendimento de partos normais.

“Quando a gente fala de uma gestação de risco habitual, que é uma gestação que tudo está correndo com segurança, o parto pode acontecer onde a mulher quiser, desde que seja feito com uma assistência eficiente e segura para garantir que esse parto continue acontecendo com segurança”, continuou Laili.

Para ela, é importante pensar no parto como um ato fisiológico, natural e familiar, onde o protagonismo e as escolhas da mulher sejam respeitados pela equipe que está prestando assistência durante o momento.

“Nosso país tem histórico muito significativo de mulheres, famílias e bebês que passaram por experiências de violência da administração até o pós-parto passando pelo nascimento. Então, mais do que nunca, precisamos falar e olhar para o parto como um evento que merece cuidado, respeito, e uma proteção da autonomia e da liberdade de quem está parindo”, completou.