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Mortes por 'super gripe' crescem 36,9% no Brasil; Bahia registra aumento de casos

Estado acompanha tendência nacional de crescimento de infecções por influenza A, diz Fiocruz

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 3 de abril de 2026 às 19:02

Estratégias de prevenção combinando vacinação e hábitos de vida para reduzir o risco de declínio cognitivo
Campanha nacional contra a influenza começou no fim de março e segue até 30 de maio Crédito: Reprodução

A Bahia está entre os estados em alerta para o avanço da chamada “super gripe”, em meio ao aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. Dados divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na quarta-feira (1º) indicam que as mortes associadas à influenza A cresceram nas últimas semanas no Brasil, reforçando o cenário de preocupação também no estado, onde há tendência de alta nas infecções respiratórias.

O crescimento da circulação de vírus respiratórios no Brasil tem sido puxado principalmente pela influenza A, conhecida popularmente como “super gripe”. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o número de mortes associadas ao vírus aumentou 36,9% no país, segundo o boletim InfoGripe.

O avanço acompanha a elevação dos registros de SRAG, que representam os casos mais graves de infecções respiratórias e podem levar à morte. A maioria dos estados brasileiros apresenta nível de atividade classificado como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

Na Bahia, o cenário segue a mesma direção. O estado aparece entre aqueles com aumento sustentado de casos de SRAG, especialmente relacionados à influenza A, além de outros vírus como o rinovírus e o vírus sincicial respiratório (VSR). Salvador, também figura entre as cidades com sinal de crescimento nas ocorrências.

Além da influenza A, outros vírus respiratórios também têm contribuído para o agravamento do quadro nacional. O rinovírus lidera a prevalência entre os casos positivos de SRAG, seguido pela própria influenza A e pelo VSR. Já entre os óbitos, a influenza A aparece com maior peso, acompanhada por rinovírus e Covid-19.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância da vacinação como principal forma de prevenção. A campanha nacional contra a influenza começou no fim de março e segue até 30 de maio, com oferta gratuita nas unidades de saúde.

“É fundamental que pessoas dos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza. Também é importante que gestantes a partir da 28ª semana recebam a vacina contra o VSR, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento”, afirma a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz.

A recomendação é que grupos mais vulneráveis (idosos, crianças, pessoas com comorbidades, gestantes e profissionais de saúde) procurem a imunização. Medidas como uso de máscara em locais fechados, higiene frequente das mãos e isolamento em caso de sintomas também seguem indicadas para conter a transmissão.