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Carol Neves
Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 19:46
Neste sábado (10), os Estados Unidos, em conjunto com forças aliadas, realizaram ataques "em larga escala" contra o grupo jihadista Estado Islâmico em diversas regiões da Síria. A ofensiva é uma resposta direta à ação do grupo em dezembro que matou três americanos. >
O controle militar americano explicou na rede social X que "os ataques tiveram como alvo o Estado Islâmico em toda a Síria" e fazem parte da operação Hawkeye, lançada "em resposta direta ao ataque mortal do Estado Islâmico contra forças dos Estados Unidos e da Síria em Palmira", ocorrido em 13 de dezembro.>
Até o momento, não há informações oficiais sobre mortes causadas pelos ataques. O Pentágono não comentou a ofensiva, assim como o Departamento de Estado.>
O ataque de dezembro em Palmira, no centro da Síria, vitimou dois soldados do Exército dos EUA e um intérprete civil. O ataque ocorreu contra um comboio das forças americanas e sírias, e três outros militares americanos ficaram feridos. O Exército dos EUA afirmou que o agressor foi morto no local.>
O Ministério do Interior sírio indicou que o autor do ataque era integrante das forças de segurança do país e suspeito de ter simpatia pelo Estado Islâmico.>
Nos últimos meses, a coalizão liderada pelos Estados Unidos intensificou ataques aéreos e operações terrestres na Síria contra suspeitos de integrar o grupo extremista, frequentemente com apoio das forças de segurança locais. Cerca de 1.000 militares americanos permanecem no território sírio.>
O atual governo da Síria é formado por ex-rebeldes que derrubaram Bashar al-Assad no ano passado, após 13 anos de guerra civil. A coalizão no poder inclui ex-integrantes do braço sírio da Al Qaeda, que romperam com o grupo e entraram em confronto com o Estado Islâmico.>
Nos últimos meses, a Síria tem cooperado com a coalizão liderada pelos EUA no combate ao ISIS. Um acordo recente foi firmado após a visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, à Casa Branca.>