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Carol Neves
Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 16:42
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, “tem medo dos Estados Unidos da América”, ao comentar o andamento da guerra na Ucrânia e o papel de Washington no conflito. >
Segundo Trump, a liderança europeia não intimida o chefe do Kremlin, mas o poder militar e político americano, sob seu comando, seria o principal fator de pressão sobre Moscou. “Eu diria que o presidente Putin não tem medo da Europa. Ele tem medo dos Estados Unidos da América, liderados por mim”, declarou.>
As afirmações foram feitas durante uma conversa com jornalistas, após uma reunião com executivos do setor petrolífero, em Washington. No encontro, Trump voltou a demonstrar frustração com a dificuldade de encerrar a guerra, afirmando que o conflito parecia, no início, um dos mais simples de resolver.>
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O presidente disse ainda que mantém, ao longo dos anos, um bom relacionamento com Vladimir Putin, mas destacou que a situação econômica da Rússia e o número recente de mortes indicariam uma tendência de desfecho para o confronto. De acordo com Trump, cerca de 31 mil pessoas morreram apenas no último mês, muitas delas soldados russos. “A economia russa está em má situação. Acho que vamos acabar resolvendo isso. Gostaria que tivéssemos conseguido mais rápido”, afirmou.>
Questionado sobre a possibilidade de autorizar uma operação para capturar o presidente russo, Trump descartou a necessidade de uma medida desse tipo. “Não acho que será necessário”, respondeu.>
As declarações ocorrem enquanto representantes dos Estados Unidos e da Ucrânia participam, ao lado de uma coalizão de países aliados de Kiev, de negociações em Paris. As conversas buscam superar divergências remanescentes em um acordo de paz que Washington pretende concluir com o governo ucraniano antes de levá-lo à apreciação da Rússia.>
Desde o início do atual mandato de Trump, os Estados Unidos passaram a atuar como mediadores do conflito, deixando de agir exclusivamente como apoiadores da Ucrânia. A estratégia da Casa Branca é costurar um entendimento entre Kiev e Moscou e tentar convencer o Kremlin a aderir aos termos negociados.>