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Trump afirma que EUA 'estão no comando' da Venezuela e faz ameaças à Colômbia

Presidente norte-americano afirma que reconstrução venezuelana dependerá de petroleiras

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 08:27

Donald Trump
Donald Trump Crédito: Daniel Torok/White House/Fotos Públicas

Dois dias após a ofensiva militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro e deixou ao menos 80 mortos na Venezuela, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de domingo (4) que Washington controla o país sul-americano. Em declarações a jornalistas, o republicano classificou a Venezuela como um “país morto” e fez novos ataques ao presidente da Colômbia, Gustavo Petro.

Questionado sobre quem estaria no comando da Venezuela, Trump disse inicialmente que daria uma resposta “muito controversa”. Em seguida, foi direto: “Significa que nós estamos no comando. Nós estamos no comando”.

O presidente norte-americano também não descartou a possibilidade de ações militares na Colômbia. Ao ser perguntado sobre operações no país governado por Petro, respondeu: “Parece bom para mim”. Trump voltou a chamar o presidente colombiano de doente e reiterou a acusação de que ele produz e vende cocaína para os Estados Unidos.

Donald Trump divulga imagem de Nicolas Maduro após ser capturado na Venezuela por auto-upload

Ao comentar a situação venezuelana, Trump afirmou que o país precisará de investimentos estrangeiros para se recuperar. “É um país morto neste momento. Precisamos reerguer, e isso exigirá grandes investimentos das companhias petrolíferas para que a infraestrutura esteja pronta para funcionar”, declarou.

O republicano também foi questionado sobre as críticas feitas pela vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, às ações dos EUA. Trump minimizou as declarações. “Vocês ouvem uma pessoa diferente da que eu ouço”, afirmou. Segundo ele, Delcy é necessária para garantir “acesso total” ao país.

Delcy Rodríguez assume interinamente

Na sexta-feira, a Suprema Corte da Venezuela determinou que a vice-presidente assuma como presidente interina, enquanto o tribunal ainda definirá a estrutura legal de poder. Após a decisão, as Forças Armadas venezuelanas reconheceram Delcy Rodríguez como chefe do Executivo. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López.

O governo brasileiro também reconheceu a vice-presidente como autoridade máxima do país. “Na ausência do atual presidente, Maduro, é a vice. Ela está como presidente interina”, disse Maria Laura da Rocha, que exercia interinamente o comando do Ministério das Relações Exteriores.

Prisões, ataques e número de mortos

A ofensiva militar que levou à prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa foi rápida, segundo Trump. Em entrevista à Fox News, o presidente afirmou que o casal foi detido “em questão de segundos” e não teve tempo de reagir. Ele disse ter acompanhado a operação de sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida. “Foi como assistir a um programa de TV”.

Ainda de acordo com Trump, Maduro tentou “chegar a um lugar seguro”, mas não conseguiu. “Chegou à porta, mas não conseguiu fechá-la”, afirmou.

Pouco antes de falar com a imprensa, o presidente dos EUA publicou uma foto que, segundo ele, mostra Maduro já detido. Na imagem, o venezuelano aparece usando óculos e abafadores de ruído, segurando uma garrafa, dentro do navio norte-americano USS Iwo Jima. Antes da divulgação da foto, Delcy Rodríguez havia solicitado uma prova de vida do casal venezuelano, após denunciar o ataque.

Segundo o The New York Times, ao menos 80 pessoas morreram durante a ofensiva. A informação foi repassada ao jornal por um alto funcionário venezuelano, que falou sob condição de anonimato. De acordo com a fonte, o número de vítimas ainda pode aumentar.

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Donald Trump