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Nicolás Maduro e esposa são capturados após ataque dos EUA à Venezuela, diz Trump

Explosões atingem Caracas, governo venezuelano nega prisão do presidente e decreta estado de comoção exterior

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 07:00

Nicolás Maduro e Donald Trump
Nicolás Maduro e Donald Trump Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil e TheWhiteHouse/Fotos Públicas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3), em uma publicação nas redes sociais, que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. Segundo Trump, o líder venezuelano e a esposa teriam sido retirados do país por via aérea. A informação não foi confirmada por autoridades venezuelanas nem por fontes independentes.

Donald Trump por Shutterstock

Na mensagem, Trump disse que a operação teria sido conduzida por forças de segurança dos EUA, mas não informou o local para onde Maduro teria sido levado. O presidente americano afirmou ainda que pretende divulgar mais detalhes sobre a ação em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h, no horário de Brasília.

Horas antes da declaração, moradores de Caracas relataram uma série de explosões durante a madrugada deste sábado. De acordo com a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo de cerca de 30 minutos. Testemunhas citaram tremores, barulho de aeronaves voando em baixa altitude e correria em diferentes regiões da capital.

Parte de Caracas ficou sem energia elétrica, principalmente nas áreas próximas à base aérea de La Carlota, no sul da cidade. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando a capital.

O governo da Venezuela confirmou que o país foi alvo de ataques, mas negou que Nicolás Maduro tenha sido capturado. Em comunicado oficial, as autoridades afirmaram que o presidente assinou um decreto que declara estado de comoção exterior em todo o território nacional e convocou forças sociais e políticas para ativar planos de mobilização.

No texto, o governo venezuelano classificou a ação como uma agressão imperialista e afirmou que a medida busca proteger a população e garantir o funcionamento das instituições. Caracas também acusou os Estados Unidos de tentar tomar recursos estratégicos do país, como petróleo e minerais, e de impor uma mudança de regime.

A nota diz ainda que a Venezuela se reserva ao direito de exercer legítima defesa e convocou países da América Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade ao país.

Pressão crescente

A tensão entre Washington e Caracas se intensificou nos últimos meses. Em agosto, os Estados Unidos elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro e reforçaram a presença militar no Mar do Caribe. Inicialmente, o governo americano afirmou que a mobilização tinha como objetivo combater o narcotráfico internacional.

Com o passar do tempo, autoridades dos EUA passaram a indicar, sob condição de anonimato, que o objetivo final seria enfraquecer o governo venezuelano. Trump e Maduro chegaram a conversar por telefone em novembro, mas, segundo a imprensa americana, o diálogo terminou sem avanços.

No mesmo mês, os Estados Unidos classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista e acusaram o presidente venezuelano de liderar o grupo. Reportagens da imprensa internacional também indicaram que o governo americano se preparava para uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela.

De acordo com o The New York Times, os Estados Unidos demonstram interesse nas reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo. Nas últimas semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros do país e ampliaram o bloqueio a embarcações alvo de sanções, em meio à escalada da crise entre Washington e Caracas.

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