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Da Redação
Publicado em 4 de janeiro de 2013 às 21:51
- Atualizado há 2 anos
Agência Folhapress>
O irmão do mochileiro Artur Paschoali, que está desaparecido há 14 dias no Peru, disse que o Itamaraty só entrou em contato com a família do jovem após o caso ganhar repercussão. “Tive que movimentar o mundo para receber ajuda”, disse o engenheiro Felipe Paschoali, 28. Ele criou um perfil no Facebook para divulgar o desaparecimento do irmão. >
Cerca de quatro mil pessoas já participam da página. Estudante de Artes Cênicas na UnB (Universidade de Brasília), Artur Paschoali, 19, desapareceu na tarde do último dia 21 na cidade de Santa Teresa, na região de Cusco, no Peru. Ele estava hospedado em um restaurante local, onde também trabalhava. >
Segundo Felipe, o Itamaraty entrou em contato com a família às 23h de ontem, mais de um dia após ele ter ligado e mandado emails pedido ajuda ao ministério. O Itamaraty informou que acompanha o caso desde que recebeu a primeira solicitação, anteontem. De acordo com o órgão federal, um diplomata brasileiro foi enviado à Santa Teresa hoje para auxiliar a equipe de buscas - formada pelos pais do estudante, oito policiais locais, além de cinco voluntários. >
“A polícia [de Santa Teresa] é muito pobre, não tem pessoal e equipamento para procurar o meu irmão”, disse Felipe Paschoali. Desaparecido Artur Paschoali estava fora do Brasil há três meses, vivendo e trabalhando em cidades do Peru. “Ele gosta de viajar, da natureza”, contou o irmão. Por volta das 16h do dia 21 de dezembro, o estudante disse ao gerente do restaurante onde estava trabalhando que iria sair para tirar fotos da cidade. “Todo mundo falou para ele não ir, porque era perigoso. A região é montanhosa e o solo estava úmido no dia”, contou Felipe. >
A cidade, que tem trilhas em montanhas e matas, é um dos pontos turísticos na região de Machu Picchu. Segundo Paschoali, a polícia local teme que o estudante tenha caído no rio Urubamba e tenha sido levado pela correnteza. A família começou a se preocupar depois do Natal, pois o estudante não ligou nem entrou no Facebook - um hábito dele, segundo o irmão. De acordo com Felipe, um morador disse ter visto Artur no dia 22 de dezembro - um dia após ele ter saído do restaurante. “Estamos todos angustiados”, disse o engenheiro.>