A partir de R$ 48 mil: carros baratos que são sucesso em sete países da América Latina

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22.01.2022, 06:10:00
Produzido no Brasil, o Etios deixou as concessionárias nacionais. No entanto, continua sendo comercializado em outros mercados e é o Toyota mais barato em países como Argentina e Peru (Fotos: Divulgação)

A partir de R$ 48 mil: carros baratos que são sucesso em sete países da América Latina

Cinco dos sete carros são produzidos no Brasil, um é chinês e outro mexicano. Conheça os modelos

Entre os sete países da América Latina com maior volume de vendas de automóveis no ano passado, a Fiat liderou em dois (Brasil e Uruguai) e a Toyota em outros dois (Argentina e Peru). A Chevrolet foi campeã no Chile, a Renault na Colômbia e a Nissan no México.

Mas, afinal, será que os preços dos carros nesses países estão condizentes com os do mercado brasileiro?

Na Argentina, onde a Toyota é líder de mercado, o Etios mais barato custa 2.059.000 pesos argentinos, valor da versão X com câmbio manual. Isso equivale a R$ 107 mil, valor superior ao que o fabricante japonês cobra pelo Yaris no Brasil (R$ 92 mil). 

Na Argentina o Etios é o carro mais barato da Toyota

Em nosso país, a marca mais vendida é a Fiat, e seu carro mais barato é o Mobi, oferecido pelo preço inicial de R$ 60.990. O veículo é oferecido apenas com motor 1 litro e transmissão manual.

No mercado brasileiro o Mobi é o Fiat mais barato

No Chile, a liderança é da Chevrolet, e seu carro mais acessível é o Sail, um sedã que tem o mesmo porte do antigo Prisma/ Joy Plus. O veículo, que é produzido na China, é oferecido por 7.190.000 pesos chilenos, o equivalente a R$ 48 mil.

Produzido na China, o Sail é o modelo mais barato da Chevrolet no Chile

Já no mercado colombiano, quem vence é a Renault. A opção mais em conta da marca é o Kwid. Na versão Life, o subcompacto custa 40.500.000 de pesos colombianos. Na conversão, o veículo custa R$ 56.700. No Brasil, o mesmo produto era oferecido por R$ 48.790 - a configuração, sem ar e direção elétrica, saiu de linha nesta semana no mercado brasileiro.

Na Colômbia o Renault mais barato é o Kwid

Para os mexicanos, a preferida é a Nissan, que ainda oferece o March, hatch que deixou o Brasil recentemente. O veículo está disponível por 232.900 novos pesos mexicanos, que equivale a R$ 62 mil.

Atualizado, o March é o Nissan mais vendido no México

No Peru, é a Toyota quem mais vende carros. A japonesa oferece como opção mais acessível o Etios sedã, que é produzido no interior de São Paulo. Nas concessionárias peruanas ele é comercializado por 14.250 dólares americanos, que na conversão equivale a R$ 77.800.

O Etios também é destaque no Peru, onde é o Toyota mais acessível

No Uruguai, mercado dominado pela Fiat, o produto mais vendido também é brasileiro, o Mobi. Por lá, o subcompacto produzido em Betim, Minas Gerais, é tabelado em dólar americano: 13.890. Esse valor corresponde a R$ 75.250.

No Uruguai o Mobi é o Fiat mais em conta

Curiosidades
Há fatos curiosos nesse ranking. Por exemplo, os modelos produzidos no Brasil são os mais baratos em cinco mercados: Fiat Mobi (Brasil e Uruguai), Renault Kwid (Colômbia) e Toyota Etios (Peru e Uruguai). 

Além disso, há outras situações interessantes: o Toyota mais comercializado na Argentina não foi o modelo mais barato da marca, por lá, o mais emplacado foi a picape Hilux, com 27.072 unidades comercializadas no ano passado.

A Hilux é um dos produtos mais caros da Toyota, mas foi o modelo mais vendido pela marca na Argentina

Enquanto o modelo mais acessível da marca no país, o Etios, teve 14.058 unidades licenciadas em 2021. É interessante notar que o Etios é produzido no Brasil, mas não é mais vendido aqui. Enquanto no país vizinho ele foi o carro de passeio mais vendido da Toyota.

O mesmo aconteceu no mercado brasileiro: enquanto o Fiat mais barato à venda por aqui é o subcompacto Mobi, o veículo mais vendido da empresa foi a picape Strada.

Dá para trazer?
O preço de alguns modelos é bem interessante, como o caso do Chevrolet Sail. É possível comprar lá e trazer para cá? Sim, mas é uma tarefa complicada. A legislação brasileira autoriza a importação de modelos novos, zero-quilômetro, ou aqueles com mais de 30 anos, que recebem permissão para entrar legalmente no país como item de colecionador.

Mas é necessário pagar vários impostos, exatamente os mesmos dos carros nacionais (como IPI, ICMS, etc) e que infelizmente chegam a quase 40% do valor pago pelo carro. Ou seja, assim o preço do Sail (equivalente a R$ 48 mil), se aproximaria dos R$ 70 mil.

Ainda assim, seria necessário pagar o frete ou o custo de ir buscar o carro, nesse caso, no Chile. Chegando aqui, ainda seria preciso recalibrar o sistema de injeção de combustível para a nossa gasolina, que tem 27% de etanol. No Brasil não se vende gasolina pura como nos outros países que cercam nosso território.

Para completar, no caso do Sail, ele não teria garantia do fabricante ou peças de reposição. Mesmo se fosse um Etios ou um Mobi, por exemplo, a garantia não seria válida aqui.

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