Acidente com ex-BBB reforça uso do cinto no banco traseiro

brasil
02.04.2022, 06:23:00
O equipamento e o uso são obrigatórios. Quando não utilizado amplia os riscos em um possível acidente e ainda gera multa (Fotos: Volvo Cars)

Acidente com ex-BBB reforça uso do cinto no banco traseiro

Tragédia com Rodrigo Mussi traz à tona a responsabilidade do uso do equipamento. Saiba quanto custa a multa por não utilizá-lo

Você utiliza cinto de segurança no banco traseiro? Se sua resposta for não ou a vezes, repense a forma como se comporta no trânsito. Um exemplo trágico do não uso do equipamento aconteceu na noite desta quinta-feira (31). O ex-BBB Rodrigo Mussi, 36 anos, estava no banco traseiro e sofreu traumatismo craniano e múltiplas fraturas pelo corpo ao ser arremessado. O motorista, que dirigia um veículo por aplicativo, usava o cinto e saiu ileso do acidente.

Na maioria dos carros zero-quilômetro um alerta é emitido quando o carro começa a rodar, geralmente quando ultrapassa 20 km/h ou 30 km/h. Em alguns o aviso é apenas para o que transita no banco do motorista, outros, alertam o passageiro da frente e até os que estão no banco traseiro. Alguns fabricantes incorporaram esses avisos para melhorarem suas notas em testes de segurança.

Além de aumentar os riscos, desde 1998, trafegar sem o uso do cinto de segurança é uma infração. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) diz que é o equipamento é obrigatório por todos os passageiros de um veículo. O motorista do veículo recebe uma multa grave com penalização no valor de R$ 195,23 e tem cinco pontos somados a sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Se você sabe que tem multa, risco e ainda é avisado, por que anda sem afivelar o cinto? Se ainda precisa de argumentos, aqui vai mais um: seu corpo solto no carro pode esmagar outra pessoa! Isso acontece por conta da física.

Os danos em um acidente podem ser minimizados com o uso do cinto

Para entender isso, imagine a seguinte situação: um veículo que se desloca numa velocidade de 60 km/h e colide numa parede de concreto. O passageiro do banco traseiro tem 60 kg e está sem o equipamento de segurança. Neste acidente, todos os ocupantes serão arremessados para a frente e o ocupante traseiro irá comprimir contra o banco dianteiro com o equivalente a 900 kg - ou seja, 15 vezes mais que seu peso.

Com o impacto, o passageiro poderá ter um problema sério em sua coluna na área cervical ou até mesmo ser arremessado para fora do veículo tanto através do para-brisa quanto pela janela, correndo o risco de esmagar o motorista. 

Então, aos motoristas, que são responsáveis pela condução: não transporte ninguém, principalmente atrás de você, sem cinto.

Meu carro tem airbags
Já questionei algumas pessoas que insistem em guiar sem cinto e a resposta foi: "meu carro tem airbags". Sinto dizer, mas nesse caso é pior do que se não tivesse.

Sem cinto, o acionamento do airbag pode causar ferimentos, pois o corpo do ocupante fica solto, se aproximando demais da área de expansão da bolsa – que no caso do motorista fica alojado no meio do volante. A distância considerada adequada entre o tórax e o volante ou painel contendo o airbag é de cerca de 45 centímetros.

Outra coisa: em caso de acidente o cinto de segurança prende o corpo ao banco. Se o equipamento não estiver em uso, o airbag vai abrir e arremessar a pessoa para trás. Esse efeito chicote pode quebrar o pescoço ou a cervical.

Cuidados a bordo
Ao transitar em um meio de transporte que funciona por aplicativo convém, depois de afivelar o cinto, trocar algumas palavras com o motorista. As empresas não monitoram há quantas horas o profissional está ao volante. Ele pode ter saído de outro emprego ou estar muito cansado.

Se você notar que o condutor está desatento ou fadigado, encerre a corrida.

Cinto de três pontos
Obrigatório para todos os assentos de carros zero-quilômetro comercializados no Brasil a partir de 2020, o cinto de três pontos foi criado em 1959. O inventor foi Nils Bohlin, engenheiro da Volvo que havia sido contratado um ano antes.

Nils Bohlin, criador do cinto de segurança de três pontos

Na época, os cintos de segurança eram fixados apenas em dois pontos e não prendiam a parte acima da cintura do corpo dos ocupantes, o que geralmente resultava em sérias lesões nos casos de colisões em alta velocidade.

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