Bahia: 57% dos juízes do estado são brancos, afirma pesquisa do CNJ

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14.09.2018, 10:48:00
Atualizado: 14.09.2018, 16:18:55
(Divulgação)

Bahia: 57% dos juízes do estado são brancos, afirma pesquisa do CNJ

No estado, nenhum juiz se declarou indígena; confira os resultados nacionais

Um levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgado nesta quinta-feira (13), mostrou que 57% dos juízes que atuam em tribunais baianos são brancos. O perfil dos magistrados mostra ainda que nenhum deles se autodeclarou indígena na Bahia.

No último Censo do CNJ, divulgado em 2013, a Bahia aparecia com 60,7% de magistrados brancos, 39% de negros e 0,3% de juízes indígenas. Isso mostra que nos últimos 5 anos o cenário permanece, praticamente, estagnado.

No cenário nacional, o número de juízes brancos é ainda maior: 8 em cada 10 juízes são brancos; 18,1% se declaram negros e 1,6% asiático. Do total de negros, 16,5% aparecem como pardos e apenas 1,6% pretos. Mas a presença de negros na magistratura varia de acordo com a região do país.

Segundo a pesquisa, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo são os estados com menor percentual de negros nos tribunais de Justiça. Já os maiores números são encontrados no Piauí, Sergipe e Bahia.

Gênero
O Conselho Nacional de Justiça apontou que as mulheres também são minoria nos tribunais brasileiros: representam 38% da magistratura atuante no país. Deste total, 44% são juízas subtitutas,39% titulares e apenas 23% desembargadores.

O segmento de Justiça do Trabalho é o que conta com a maior proporção de mulheres (47%), seguido da Justiça Estadual, com 36%, e da Justiça Federal, com 32% de mulheres. Quando se leva em consideração o tempo de atuação, o CNJ apontou que 25% das mulheres juízas ingressaram no cargo até 1990, já 37% iniciaram após 2011.

O CNJ ainda não dispõe dos dados detalhados por tribunal, mas garantiu que todos os valores vão ser atualizados no próximo Censo, que tem previsão de divulgação em 2020. No entanto, conforme a última edição (2013), 57,4% das juízas mulheres reconheceram que têm a vida pessoa afetada em maior medida que os colegas homens.

O trabalho contou com a participação de 11.348 magistrados (62,5%) de um total de 18.168 juízes, desembargadores e ministros dos tribunais superiores brasileiros.

*com supervisão da editora Mariana Rios


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