Bahia tem forte potencial de produção de madeira certificada

agenda bahia
09.09.2011, 08:58:00
Atualizado: 09.08.2017, 22:30:33

Bahia tem forte potencial de produção de madeira certificada

Estado conta com a maior produtividade do mundo, diz presidente do Sindipacel

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Trocar o cimento, o ferro e a água por madeira certificada é uma das atitudes sustentáveis que a indústria da construção civil pode colocar na sua agenda. A madeira certificada tem origem responsável, sem agressão ao meio ambiente, e tem na Bahia um forte potencial. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias do Papel, Celulose, Papelão, Pasta de Madeira de Papel e Artefatos de Papel e Papelão no Estado da Bahia (Sindipacel), Jorge Cajazeira, o estado conta com a maior produtividade do mundo. Enquanto o eucalipto leva de 21 a 30 anos para amadurecer em outras regiões do planeta, na Bahia a mesma árvore leva de cinco a seis anos para poder ser utilizada.



“Nos EUA, grande parte das casas já é construída usando a madeira. Aqui no país tivemos um aumento, mas ainda está mais ligado à parte estética, como fachadas”, analisa Cajazeira. O presidente do Sindipacel diz ainda que falta na Bahia um incremento da cadeia produtiva da madeira, com a instalação, por exemplo, de serrarias e fábricas para a construção de portas, pilares e outros materiais. “Há uma  boa oportunidade de negócios nesta área. Já que, em Salvador, em cada esquina tem uma obra”, lembra.

Cajazeira acredita que não há mais resistência dos engenheiros e arquitetos em adotar a madeira na construção, mas reitera que falta estrutura para atender a demanda do produto. “Os preços também não são um empecilho, porque o que vejo são os empresários dizendo que o cimento e os outros materiais subiram. Como temos a disponibilidade da madeira no local, ela só iria baratear o custo para a construção civil”, assegura.

Hoje, a Bahia já responde por 658 mil hectares de área plantada de eucalipto, situada no Sul do estado, o que representa  25% do total da produção de todo o país. Segundo Cajazeira, a maior parte do produto ainda é destinada à exportação de papel e celulose. “Somos o setor que mais contribui para as exportações na Bahia, passando a petroquímica”, reforça. 

O estudo Madeira - Uso Sustentável na Construção Civil, desenvolvido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), reforça o uso da madeira certificada. De acordo com o texto, é essencial que os empresários prestem atenção não apenas na qualidade da madeira mas, principalmente, na sua origem. Para eles, o primeiro passo seria fornecer informações aos empresários, o que motivou o estudo. Outra medida: “Adotar políticas de compras responsáveis, restringindo a aquisição de madeira de desmatamento e de fontes ilegais ou desconhecidas”.

O diretor executivo da Associação Baiana de Produtores de Florestas Plantadas (Abaf), Wilson Andrade, acrescenta que esse estudo é referência no país e que a intenção da entidade é realizar a mesma pesquisa na Bahia. “Este é um programa muito intenso que mostra como a madeira deve ser utilizada de forma sustentável. A Abaf já está conversando com a Ademi-BA e com o Sinduscon-BA para montar o mesmo programa no estado”, comenta.

Apesar de a entidade não ter dados sobre o uso da madeira na construção na Bahia, Andrade lembra que a quantidade de madeira utilizada pela construção civil não é pequena. Em São Paulo, o setor chega a utilizar 70% da madeira na área da construção.

O diretor da Abaf lembra ainda que, além das diferentes regiões da Bahia que plantam eucalipto, o estado também se destaca no programa de consórcios, quando se planta as florestas em conjunto com outras atividades. É possível fazer isso com mais de 15 atividades, como grãos, mamonas e até aumentar o espaçamento entre as árvores, possibilitando a pastagem de bois. “A conveniência do consórcio é que se alia uma safra de curto prazo com uma de longo prazo (como o eucalipto)”,  analisa Andrade.

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Solo e clima baiano permitem maior produtividade 

A introdução do gênero Eucalyptus, no Brasil, ocorreu no início do século XIX, com evidências de que as primeiras árvores teriam sido plantadas em 1825, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Até o início do século passado, o eucalipto foi plantado com a finalidade de ornamentação ou para servir de quebra-ventos, pelo seu extraordinário desenvolvimento.

Na Bahia, o eucalipto encontrou o seu habitat. A sua produtividade média no país é de 44 m3/ hectare/ano, mas as condições favoráveis de solo e clima permitem que aqui ele apresente a maior produtividade do país e do mundo, atingindo até 65 m3/hectares/ano.

Hoje, a madeira de eucalipto serve para a uma série de finalidades. Além dos usos tradicionais, como lenha, estacas, carvão vegetal, celulose e papel, chapas de fibras e de partículas, há uma forte tendência em utilizá-la para outros fins, como a fabricação de casas e móveis.

Quando se considera o território nacional, o eucalipto ainda não corresponde a 1% da área de florestas plantadas, o que garante que não há uma concentração deste tipo de florestas. As empresas também têm que obedecer uma legislação que não permite que mais de 20% do território municipal seja ocupado com esta atividade.

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