Bolsonaro convida Michel Temer para chefiar missão de ajuda ao Líbano

brasil
09.08.2020, 10:26:17
(EBC)

Bolsonaro convida Michel Temer para chefiar missão de ajuda ao Líbano

Ex-presidente é filho de libaneses

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na manhã deste domingo (9), durante uma videoconferência internacional, que o governo brasileiro vai ajudar o Líbano. A capital, Beirute, foi atingida por uma forte explosão na última terça-feira (4), que deixou mais de 150 mortos.

Durante a reunião, que contou ainda com outros chefes de estado, como os presidentes do Líbano, Michel Aoun, da França, Emmanuel Macron, e dos EUA, Donald Trump, um detalhe da missão brasileira chamou a atenção: ela será chefiada pelo ex-presidente Michel Temer - para quem não sabe, ele é filho de libaneses.

"Nos próximos dias partirá do Brasil rumo ao Líbano uma aeronave da Força Aérea Brasileira, com medicamentos e insumos básicos de saúde, reunidos pela comunidade libanesa radicada no Brasil. Também estamos preparando o envio, por via marítima, de 4 mil toneladas de arroz para atenuar as consequências das perdas de estoque de cereais destruídos na explosão", anunciou Bolsonaro.

"Estamos acertando com o governo libanês o envio de uma equipe técnica multidisciplinar para colaborar na realização da perícia da explosão. Convidei como meu enviado especial e chefe dessa missão o senhor Michel temer, filho de libaneses e ex-presidente do Brasil", completou.

O porto de Beirute sofreu uma forte explosão após um incêndio atingir um armazém contendo 2.750 toneladas de nitrato de amônio. Ela devastou bairros inteiros e deixou mais de 300 mil desabrigados, além de abrir uma cretera de 43 metros de profundidade no chão.

De acordo com o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, o nitrato de amônio era armazenado há pelo menos seis anos no local, porém era mantido "sem medidas preventivas". Na sexta (7), o presidente do Líbano, Michel Aoun, afirmou que uma investigação será realizada para determinar se a explosão ocorreu graças a uma negligência, se houve um acidente ou uma possível interferência externa.

Ainda na conferência, Bolsonaro prestou condolências às famílias dos mortos, feridos e desabrigados no Líbano. "O Brasil é lar da maior diáspora libanesa do mundo. Dez milhões de brasileiros de ascendência libanesa formam uma comunidade trabalhadora, dinâmica e participativa, que contribui de forma inestimável para o nosso país", afirmou o presidente.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas