Brasil receberá 14 milhões de doses da Pfizer até junho, garante Paulo Guedes

coronavírus
08.03.2021, 12:14:12
Atualizado: 08.03.2021, 12:21:42
(Edu Andrade/Ascom/ME)

Brasil receberá 14 milhões de doses da Pfizer até junho, garante Paulo Guedes

Ministro da Economia afirmou que acordo do governo brasileiro com a farmacêutica está "praticamente fechado"

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira (8) que o acordo do governo federal com a farmacêutica Pfizer está "praticamente fechado", e que o Brasil irá receber doses da vacina contra a covid-19 antes do previsto, antecipando o recebimento para o primeiro semestre, consequentemente acelerando a vacinação em massa no país.

"Nossa luta é para antecipar a vacinação em massa. Nosso pedido calou fundo junto à Pfizer e conseguimos uma, praticamente, declaração de que o acordo tá fechado", disse Guedes. "Eles vão adiantar o lote de curto prazo em quase 50%. Eram nove milhões e eles vão dar mais cinco", disse o ministro.

Guedes ressaltou que anteriormente, a previsão de entrega dos maiores lotes da vacina ao Brasil estavam estimadas para o fim do ano, mas com o aumento da capacidade de produção da Pfizer, o maior lote de doses deverá chegar no terceiro trimestre de 2021.

"Nós todos sabemos que a solução no Brasil agora é vacinar, para manter justamente a imunidade da população e, ao mesmo tempo, permitir também a preservação dos sinais vitais da economia brasileira. É o que nos interessa porque economia e saúde andam juntos."

Também presente na entrevista, Airton Cascavel, assessor especial do Ministério da Saúde, detalhou as novidades do cronograma de vacinação e voltou a afirmar que o acordo com a empresa americana não foi assinado antes por cláusulas impeditivas.

"Tínhamos previsto 2 milhões [de doses] em maio, 7 milhões em junho e 10 milhões até o início do último trimestre", disse. "A antecipação é de 5 milhões [de doses] do segundo semestre para maio e junho. Então, desses 9 milhões, se incorpora mais 5 milhões de doses, passando para 14 [milhões de vacinas]", finalizou Cascavel.

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