Buscas encontram sinais de escavação próximo a rio por onde desaparecidos passaram

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10.06.2022, 14:37:00
(Bruno e Dom Phillips estão desaparecidos (Divulgação e Reprodução))

Buscas encontram sinais de escavação próximo a rio por onde desaparecidos passaram

"Como se alguém tivesse cavado algo, enterrado alguma coisa, jogado barro no fundo", diz bombeiro

As buscas pelo indigenista Bruno Pereira e pelo jornalista britânico Dom Phillips estão concentradas em uma área abaixo da "Comunidade Cachoeira", em Atalaia do Norte, nesta sexta-feira (10). Voluntários disseram que encontraram sinais de escavação às margens do Rio Itaquaí, onde os desaparecidos foram vistos navegando. Eles foram vistos pela última vez na segunda-feira (5).

Mergulhadores o Corpo de Bombeiros, além de agentes da Polícia Militar, da Defesa Civil, do Exército e da Marinha estão na região. Segundo o subtenente do Corpo de Bombeiros, Geonivan de Amorim Maciel, o relato dado foi o de "terra batida".

"Como se alguém tivesse cavado algo, enterrado alguma coisa, jogado barro no fundo. Vamos fazer uma varredura no fundo para ver se encontra algo", disse ao g1.

Bruno e Phillips foram vistos pela última vez na comunidade ribeirinha São Rafael por volta das 6h de domingo (5), partindo rumo a  Atalaia do Norte, viagem que dura aproximadamente duas horas de lancha, mas não chegaram ao destino.

Sangue na lancha

perícia encontrou, na quinta (9), vestígios de sangue na lancha usada por Amarildo da Costa de Oliveira, investigado por envolvimento no desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips na Amazônia. Ainda não há conclusões que apontem que o sangue é humano ou de animais. A Polícia Civil pediu a prisão temporária dele.

Amarildo, conhecido como Pelado, está preso desde terça após as autoridades encontrarem com ele uma porção de droga e munição de uso restrito das Forças Armadas.

Como mostrou o Estadão, o indigenista Bruno Pereira foi mencionado em um bilhete apócrifo com ameaças, escrito por pescadores ilegais que atuavam na área e dirigido à entidade para a qual o indigenista trabalhava.

Pereira é um prestigiado indigenista da Fundação Nacional do Índio (Funai) e está licenciado para trabalhar diretamente com a União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja). Entre 2015 e 2020, ele atuou no contato de comunidades isoladas dentro do território do Javari que entraram em choque com comunidades da etnia matis, contactada há décadas. A região reúne o maior número de comunidades isoladas do mundo.

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