Casos de bruxismo triplicam na pandemia; veja onde se tratar de graça

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14.11.2021, 07:00:00
(Marina Silva)

Casos de bruxismo triplicam na pandemia; veja onde se tratar de graça

Transtorno é associado também a estresse e ansiedade; veja onde buscar tratamento gratuito ou mais barato em Salvador

Gabriella Coelho é psicóloga e estava feliz no seu consultório novo. Resolveu, inclusive, sair da casa dos pais e morar sozinha, em meados de 2019. Em março de 2020, tudo parou. Por conta da pandemia precisou fechar sua sala e ficou confinada em casa, sozinha. Com o tempo teve crises de ansiedade e estresse. Até que um dia acordou com a boca sangrando. No outro, já havia sangue na cama, sem contar as dores estranhas na mandíbula e nos dentes, algo inédito nos seus 30 anos de vida.

Gabriella nunca pegou covid-19, mas adquiriu uma consequência oriunda do isolamento: o bruxismo. Durante a pandemia, dentistas alegam que triplicou o número de pessoas que se queixam deste transtorno e admitem que o coronavírus foi um fator crucial para gerar uma epidemia dentro da pandemia. Por isso, não basta procurar um dentista. É preciso também cuidar da mente.

“Eu fechei meu consultório por sete meses e estava, literalmente, sozinha em casa. Fiquei ansiosa, tive um nível de estresse muito alto, foi um caos. Desenvolvi algumas crises de ansiedade, foi quando comecei a acordar com muito machucado na boca e acordava com sangue na cama. Fui tratar e descobri que era bruxismo. Tive que fazer tratamento com a placa, juntamente com o acompanhamento psicológico. Eu me mordia toda, era sangue que não acabava mais. O fator principal do meu bruxismo foi a pandemia”, lembra Gabriella.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, estima-se que 30% da população mundial sofre de bruxismo. A média no Brasil ainda é mais alta: 40%. Agora imagine que, segundo os próprios dentistas, os casos de pacientes com bruxismo triplicaram nos seus consultórios durante a pandemia. No Brasil, apenas uma pesquisa aponta o aumento, mas com um detalhe curioso. Eles avaliaram os próprios profissionais de odontologia.

As universidades federais do Rio Grande do Norte, de Minas Gerais e São Paulo escutaram 641 dentistas sobre a incidência de bruxismo neste mundo pandêmico na própria profissão. Foram 58% profissionais que alegaram o surgimento do transtorno e o atribuíram diretamente ao fator psicológico devido à carga de estresse com a  covid-19. É a única pesquisa sobre o tema no Brasil.

“É notório o aumento de casos de bruxismo durante a pandemia da covid.  Isso se deve à influência do estresse ligado ao isolamento social vivenciado neste período. O bruxismo acaba sendo uma válvula de escape de todo estresse acumulado, que é despejado na musculatura da face inicialmente, resultando também em desgastes nos dentes e na articulação temporomandibular (ATM)”, explica Samylle Bertani, dentista e coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade UniFTC de Jequié.

Gabriella só desenvolveu o bruxismo na pandemia

(Foto: Marina Silva/CORREIO)

Doutoranda em Odontologia pela Ufba e membro da Associação Brasileira de Ortodontia, a dentista Candice Belchior alerta sobre a importância de procurar um especialista com brevidade. “Ao perceberam qualquer forma incomum que tenha relação com sintomas de bruxismo, procure um profissional. Se estas trincas estão relacionadas a isso, é preciso controlar as consequências deste hábito. Tivemos a combinação de dois fatores durante a pandemia: os pacientes sumiram dos consultórios e também tivemos diversos quadros  de ansiedade e estresse. Esses fatores estão diretamente relacionados ao bruxismo. No retorno dos pacientes, observamos uma procura muito grande de pessoas com este quadro”, alega. 

O próprio significado do nome já dá uma ideia do principal sintoma deste transtorno. O bruxismo não tem semelhança com as bruxas, mas é o termo para “ranger os dentes”, em grego.  Existem dois tipos deste distúrbio. O bruxismo de vigília acontece quando o indivíduo está acordado e cria o hábito de tensionar, chocar ou ranger as arcadas dentárias, geralmente em momentos de tensão do trabalho ou do cotidiano. A outra é do sono, quando a situação é similar, mas acontece enquanto o paciente está dormindo. Muitas vezes a pessoa até tem estes sintomas, mas sequer sabe do que se trata.

“Bru o quê? Ah, ficar mexendo o dente um no outro enquanto dorme. É isso, é? Rapaz,  tenho isso, sim. Apareceu tem pouco tempo, mas não sabia o que era, não. Incomoda muito, às vezes acordo mordido. Nem sabia que era no dentista que resolvia isso”, disse Carlos Alexandre, enquanto chegava  na Unidade de Atendimento Odontológico da Prefeitura de Salvador (UAO), no Dique do Tororó. Ele foi tratar uma dor de dente, mal sabendo que a consequência pode ser o próprio bruxismo. Os profissionais da UAO não quiseram falar, mas admitiram que os casos do transtorno estão aumentando muito neste período de pandemia. E muita gente nem sabe o que é.

Durante uma hora, 15 pacientes foram ouvidos pela reportagem na Unidade do Dique. Apenas quatro conheciam o bruxismo. “Bom saber o que é. Não tenho isso, mas já percebi meu marido fazer barulho à noite com o dente enquanto dorme. Ele perdeu o emprego na pandemia”, lembra dona Eunice, que foi corrigir uma obturação. 

O bruxismo não tem cura, mas tem tratamento. O SUS cobre, em parte. Quem busca tratamento em Salvador, a prefeitura orienta procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Saúde da Família (USF) .

“Por estar ligada a questões psicológicas e/ou estresse, o tratamento do bruxismo é feito com acompanhamento multidisciplinar.  Os pacientes com suspeita do agravo identificados na rede de Saúde Bucal, em Salvador, são encaminhados para acompanhamento na rede de Atenção Psicossocial para o acolhimento em saúde mental, bem como, ao acolhimento clínico e nutricional com o objetivo que o mesmo possa adotar hábitos saudáveis que auxiliam na melhoria do quadro”, disse a Secretária Municipal de Saúde de Salvador (SMS). 

A depender do caso, o paciente será encaminhado para algum Centro de Especialidade Odontológica (CEO),  nos bairros do Cabula VI, Federação, Mussurunga, Cajazeiras, Carlos Gomes ou Periperi. O problema não está no diagnóstico, mas no tratamento. Na maioria dos casos, é preciso usar uma placa no molde da arcada dentária para evitar o ranger durante o sono.

Em parceria com a Ufba, a SMS, quando identificada a relação entre bruxismo e aspectos psicológicos, encaminha o paciente para o Centro de Oclusão e Articulação Temporomandibular da Universidade. O SUS também não informa sobre a disponibilidade de placas gratuitas. Cada plaquinha desta varia entre R$ 200 e R$ 500, podendo ser de silicone ou acrílico. Na internet é possível encontrar este material por até R$ 30, mas não é recomendável, pois é preciso ter o molde exato da arcada dentária. Um produto sem especificação pode piorar a situação.

“O tratamento é individualizado para cada paciente, a depender do grau e estágio que se encontra esse desgaste. Utilizamos placas miorrelaxantes, que evitam o ranger dos dentes, mas, em alguns casos, quando for perdida a camada superficial e protetora do dente (esmalte), é indicada também a realização de restaurações”, disse a dentista Samylle Bertani, que volta a lembrar sobre a consequência da mente no bruxismo. “Além disso, caso tenha alguma ligação com ansiedade e problemas psicológicos, aconselhamos procurar o profissional capacitado para tratar da melhor maneira possível”.

Lembra de Gabriella, do início da matéria? Na reabertura gradativa no final de 2020, antes da segunda onda, ela conseguiu reabrir seu consultório e o bruxismo, como num passe de mágica, sumiu. Ela nem precisou usar mais a placa miorrelaxante para evitar o ranger. Bastou uma segunda onda na pandemia, novas restrições e o  bruxismo voltou. 

“Atualmente,  estou bem melhor, reabri novamente, estou trabalhando. Mas quando tenho algum pico de estresse, ele volta com tudo”, revela Gabriella.

Mente sã

Até quem já convivia com o bruxismo viu este transtorno ser intensificado nesta pandemia. Aos 30 anos, a fotógrafa Catherine Avilés convive há 20 anos com o ranger dos dentes, mas a covid-19 piorou os sintomas. Ela também tem TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada). Os picos pioraram durante este período de restrições, sem contar que ela pegou covid duas vezes. 

“Eu tinha bruxismo, mas parei de usar a placa, pois era aceitável o que eu sentia. Mas piorou tanto na pandemia que a mandíbula dos dois lados travava e estalava. Um mal dormir, amanhecia com dor de cabeça, horrível! Precisei voltar a usar a placa. Fiz e, em duas semanas, furei ela. Custou 480 reais, fui higienizar ela e notei um furo, bem do lado direito onde eu mais aperto os dentes. Tive que refazer”, conta Catherine, que também desenvolveu disfunções temporomandibulares (DTM), quando há uma desordem não apenas nos dentes, mas nos músculos da mastigação. 

O bruxismo não surge somente em consequência de algum transtorno psicológico. Existe o neurológico, como uma pessoa que sofre de algum transtorno do sono, por exemplo. Até os hábitos influenciam no bruxismo. O tabagismo, consumo excessivo de álcool e a falta de prática esportiva também podem trazer este transtorno para a vida. Contudo, durante a pandemia, o fator psicológico foi elemento  crucial para o aumento dos casos. Os próprios dentistas já estão trabalhando em conjunto com psicólogos.

“Olha que curioso. Eu tive um paciente que foi encaminhado para mim por um dentista. Antes, este paciente já tinha passado por um neurologista, cardiologista e alguns médicos especialistas em outras áreas até parar no dentista. Ele tinha muitas dores, incluindo na cabeça e nos dentes. O dentista disse que ele estava passando por um processo psicológico, por isso o rangido dos dentes de forma significativa. Ele orientou que, além de tratar o bruxismo, também procurasse uma ajuda psicológica”, lembra a psicóloga Luciana Vital. 

O aumento de casos de bruxismo que são encaminhados para o seu consultório se tornou bem mais frequente. “Ele está ligado ao processo de desgaste na emoção. Já eram pessoas que tinham ansiedade, mas se potencializou. Você não tem uma crise de ansiedade porque aconteceu algo hoje. É um acúmulo. Se já estamos compensando este estresse para alguma parte do corpo, é porque o psicológico já não está bem há bastante tempo”, completa Vital.

É como uma bola de neve. A pandemia chega, fecha tudo, incertezas sobre o futuro, morte de parentes, risco de morrer. Isso leva a transtornos psicológicos que, quando não tratados, atingem a parte física, como o bruxismo. É preciso parar, respirar e procurar ajuda. E ajudar os mais novos. O bruxismo durante a pandemia não atingiu apenas os adultos, mas as crianças também. O isolamento social, a falta de contato com outras crianças e, principalmente, muito tempo na frente de uma tela de celular são os principais fatores para este aumento entre os mais  jovens

Bento, de 7 anos, desenvolveu o bruxismo este ano, durante a pandemia. Sua mãe, Carol Mendonça, percebeu que ele mastigava durante o sono e resolveu procurar um especialista. “Ele não tinha bruxismo. No início deste ano percebemos que ele estava rangendo os dentes. Quando o levamos à dentista, a doutora disse que muitas crianças desenvolveram bruxismo durante a pandemia, por estresse, ansiedade e excesso de tempo em telas. Bento precisou refazer duas obturações que caíram por conta do bruxismo e precisou de uma placa para ele dormir”, relata Carol, que precisou refazer alguns hábitos, como diminuir o tempo de uso do  tablet pelo  filho.

É preciso cuidar da mente. Está comprovado que distúrbios físicos estão associados com os transtornos psicológicos. Junte isso com toda carga da pandemia, a panela de pressão está formada. Segundo um levantamento do Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), divulgado no início de setembro, uma em  cada cinco pessoas alegou  que teve a saúde mental afetada nesta pandemia. Salvador participou da pesquisa e 22% dos entrevistados na cidadei disseram que a covid-19 foi o fator determinante do problema.

“Precisamos saber administrar essas incertezas da pandemia para termos qualidade de vida. Nós todos respondemos às reações de estresse e ansiedade de maneira específica. Cada um de nós tem uma forma de responder diante de uma situação de angústia e o bruxismo é uma delas, mas não é a única. Tem gente que tensiona o pescoço, coluna, até o ato de roer unha é uma forma do corpo responder de forma involuntária. É preciso procurar ajuda. Mente sã, corpo são”, disse Cláudio Seal, professor de psicologia da Unijorge. Não seria mente sã, dente são? 

Tudo sobre o bruxismo

Bruxismo x DTM

Bruxismo – Um transtorno involuntário caracterizado pelo ranger, tensionar ou apertar os dentes, principalmente à noite, enquanto dorme. Existem dois tipos: vigília, em que picos de estresse fazem com que a pessoa pressione os dentes; e do sono, com movimentos feitos enquanto dorme. 

Disfunções temporomandibulares (DTM) – É quando estas tensões não atingem apenas os dentes, mas os músculos da mastigação, além da articulação temporomandibular (ATM).

Articulação temporomandibular (ATM): A  ATM é responsável pelo movimento de abrir e fechar a boca.

Sinais e sintomas do bruxismo:

Dores de cabeça ao acordar.
Cansaço (sensação de que não dormiu bem).
Dores musculares na face, no maxilar, ouvido e nos dentes.
Queda repentina de obturações.
Limitação nos movimentos mandibulares
Estalos ou quebra dos dentes
Perda de esmalte nos dentes

Causas

Distúrbios psicológicos como estresse, ansiedade e depressão
Consumo excessivo de Fumo, álcool ou drogas
Arcada dentária irregular
Apneia do sono
Problemas neurológicos
Sedentarismo 

Tratamento

Placa miorrelaxante: Pode ser de acrílico ou silicone, é moldada para sua arcada dentária, por isso não se deve usar de outra pessoa. Ela evita o ranger dos dentes durante a noite e o preço varia entre R$ 200 e R$ 500. Na internet existem preços que podem chegar a R$ 30, prometendo que a placa se molda ao seu dente após colocada em água quente. Dentistas não recomendam. 

Terapia: Quando identificado que o bruxismo é uma consequência de algum distúrbio psicológico, é preciso procurar ajuda. 

Fisioterapia: em casos de dores na mandíbula ou estalos frequentes, é aconselhável procurar um fisioterapeuta especialista.

Medicamentos: Em casos específicos, será preciso uso de medicamentos. Também é comum a utilização de toxina botulínica, por meio cirúrgico ou aplicado, que bloqueia os sinais nervosos do cérebro para o músculo, evitando as tensões. Esta toxina é a mesma utilizada no botox por dermatologistas.

Preços baixos

Quem não conseguir ir em uma unidade com atendimento gratuito, também pode consultar pagando menos. Em Salvador, entidades como a Associação Brasileira de Odontologia (ABO-BA) cobram apenas o valor dos materiais. Outras têm uma tabela de preço abaixo do mercado, como no Sesc Odonto e no Sesi Odonto.

OPÇÕES GRATUITAS PARA IDENTIFICAR O BRUXISMO:

Associação Brasileira de Odontologia (ABO-BA) 
Principais serviços:  Especialidades como endodontia, ortodontia, cirurgia oral menor, periodontia e odontopediatria. É necessário entrar em uma lista de espera.
Onde:  Rua Altino Serbeto de Barros, 138, Itaigara, Salvador
Telefone:  (71) 2203-4064

Faculdade de Odontologia da Ufba 
Principais serviços: Urgência, cirurgia, restauração, extração, periodontia, raio x e outros serviços especializados como prótese bucomaxilofacial, laboratório anatomopatológico e lazer. É preciso fazer um cadastro no site da faculdade.
Onde:  Avenida Araújo Pinho, nº 62, Canela, Salvador
Telefone:  (71) 3283-9023

Centro Odontológico da Faculdade Bahiana de Medicina
Principais serviços:  Dentística, periodontia, cirurgia bucomaxilofacial, odontopediatria, endodontia, prótese, tratamento preventivo, atendimento ambulatorial, implantes osseointegráveis. A primeira consulta é gratuita.
Onde:  Rua Silveira Martins, nº 3386, Cabula, Salvador
Telefone  (71) 3234-9393

Clínica da FTC
Principais serviços: Raio X, canal, tratamento periodontal, restaurações, prevenção ao câncer de boca, pequenas cirurgias.
Telefone:  (71) 3281-8065, das 8h às 17h

Centro Universitário Ruy Barbosa | Wyden
Principais serviços: Prótese (Pago), Cirurgia (extração), Periodontia, Dentística (Restauradora e Estética), Odontopediatria, Endodontia (tratamento de canal) e Radiologia.
Telefone: (71) 3198-4481

Unidade de Saúde da Família
Principais serviços: Prevenção e tratamento, como clínica e encaminhamento para outras unidades
Atendimento Agendado. É necessário morar na região atendida pela Unidade de Saúde da Família. Caso seja detectado o bruxismo, será encaminhado para outra unidade que tenha o serviço especializado ou para a Ufba. 

Unidade Básica de Saúde
Atendimento apenas urgência, a partir da demanda. Caso seja diagnosticado o bruxismo, será encaminhado para consulta clínica. 

Centro de Especialidades Odontológicas
Principais serviços: especialidades prótese, canal, periodontia, cirurgias mais complexas, odontopediatria.
Atendimento agendado, a partir do encaminhamento da Unidade de Saúde da Família.

Unidade de Pronto Atendimento
Serviço urgência de demanda aberta

Unidades UPA Vale dos Barris, UPA Dr. Hélio Machado, UPA Prof Adroaldo Albergaria , UPA paripe, UPA Pirajá, UPA São Cristóvão, UPA Brotas, UPA Valéria, UPA San Martin

Unidade de Atendimento Odontológico
Atendimento urgência 24h
Atendimento apenas urgência, a partir da demanda. Caso seja diagnosticado o bruxismo, o paciente será encaminhado para consulta clínica. 
 
Outras unidades com valores populares:
Sesi Odonto
Telefone:  (71) 3879-5311 / (71) 3198-4481
Sesc
Telefone: 3254-3910/3913/3922
*Valores referentes a materiais como placa miorrelaxante pode ser cobrado. 

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