Centro de Zoonoses faz nova ação de combate ao aedes aegypti 

salvador
01.02.2021, 19:24:17
Atualizado: 01.02.2021, 19:28:21
Agentes da CCZ realizaram ação hoje em Trobogy (Arrison Marinho/CORREIO)

Centro de Zoonoses faz nova ação de combate ao aedes aegypti 

Amostra das larvas do mosquito foram enviadas a laboratório para análise 

O verão é a época do ano preferida pelo mosquito da dengue – o aedes aegypti – para se reproduzir. Por isso, as ações de combate ao vetor são intensificadas pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Secretária Municipal de Saúde de Salvador (SMS). Uma delas foi realizada na manhã desta segunda-feira (1) por agentes da CCZ, no bairro do Trobogy, em um ferro-velho que faz a coleta de materiais recicláveis. Eles fizeram a vistoria em pontos estratégicos que acumulam água e poderiam servir de repositórios para as larvas do mosquito, como pneus, caixas d’água e vasilhames.  

Na ação de hoje, foram encontradas larvas de mosquito em alguns criadouros, mas o Centro ainda precisa de uma confirmação com o laboratório para saber se pertencem à espécie do Aedes – mosquito que transmite a dengue, zyka e chicungunha – ou se são de outro gênero, como da muriçoca. Se for de alguma das três arboviroses, os agentes retornarão ao local para dar o retorno para o dono do estabelecimento. A orientação, porém, já foi feita hoje. “Eles já fazem um trabalho educativo para retirar tudo que possa servir de criadouro do mosquito, como caixa d’água, vasilhames, geladeira e locais que têm grande chance de encontrar a larva do mosquito”, afirma a subgerente de arboviroses do CCZ, Cristina Guimarães, coordenadora da ação.  

Nesta estação, o cuidado é redobrado e precisa do apoio dos moradores do bairro, como pontua Cristina. “A gente sabe que verão é um período de muita chuva e temperatura alta e isso são fatores para que a larva do mosquito se desenvolva mais rápido. Além de ações no ano todo, a gente intensifica em dezembro, janeiro e fevereiro. O objetivo é o de combater o mosquito, mas também levar ações educativas para a população, porque não é só o poder público que tem que fazer esse trabalho, a gente precisa do apoio de todos”, orienta. 

As próximas atividades do CCZ serão feitas em templos religiosos, parques e estacionamentos, na última semana de fevereiro.  

De acordo com dados da SMS obtidos pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), Salvador teve, entre 3 de janeiro e 1 de fevereiro, 37 casos de dengue, 26 de chicungunha e 5 de Zyka. No mesmo período de 2020, foram 898 casos de dengue, 457 de chicungunha e 65 de Zyka.  

Os distritos sanitários da capital baiana com maior número de casos de dengue são Pau da Lima (18), Cabula (7), Itapoã (5), Subúrbio Ferroviário (4), Brotas, Barra/Rio Vermelho e Boca do Rio (1). Já o distristos com maior índice de chicungunha são Pau da Lima (12), Cabula (6), Itapoã (4), Liberdade (2) e Itapegipe e Cajazeiras (1). O Zyka Vírus foi encontrado no Subúrbi Ferroviário (2), Cabula (2) e São Caetano (1).  

*Sob orientação da subchefe de reportagem Monique Lôbo 

Larvas do mosquito serão levados para laboratório
Larvas do mosquito serão levados para laboratório (Arrison Marinho/CORREIO)
Agente recolhe larvas de mosquito de criadouro
Agente recolhe larvas de mosquito de criadouro (Arrison Marinho/CORREIO)
(Arrison Marinho/CORREIO)
Equipe do Centro de Controle de Zoonoses faz inspeção em ferro-velho de Trobogy
Equipe do Centro de Controle de Zoonoses faz inspeção em ferro-velho de Trobogy (Arrison Marinho/CORREIO)
Água acumulada em pneus pode ser depósito de ovos do mosquito da dengue
Água acumulada em pneus pode ser depósito de ovos do mosquito da dengue (Arrison Marinho/CORREIO)
(Arrison Marinho/CORREIO)

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