Chuva de dinheiro na Barra: briga de casal, português bêbado ou árabe milionário?

salvador
18.01.2021, 15:53:00
Atualizado: 19.01.2021, 09:57:40
(Reprodução)

Chuva de dinheiro na Barra: briga de casal, português bêbado ou árabe milionário?

"Em 41 anos de hotelaria nunca vi nada parecido”, diz dono de hotel de onde cédulas foram jogadas

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

O mistério da “chuva de dinheiro” no hotel Monte Pascoal, na Barra, segue sem explicação. Nem o próprio dono do estabelecimento sabe o que levou um dos seus hóspedes a jogar pela janela uma grande quantidade de células, com valor total estimado entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. Glicério Lemos, proprietário do Hotel Monte Pascoal, disse que não chegou a conversar com o hóspede que jogou a dinheirama pela varanda.

“Uma coisa surreal, inusitada e sem explicação. Em 41 anos de hotelaria nunca vi nada parecido. Já vi muita coisa, mas desse tipo nunca. Não sabemos o motivo que levou o hóspede a jogar o valor pela janela. E não sabemos qual o valor exatamente”, garante Glicério. Receoso com a confusão que causou na rua, o hóspede passou a última noite no hotel e foi embora logo cedo. “Não conversamos com ele porque ele se mandou no dia seguinte, quando viu o tumulto que causou. Ele ficou com receio”.

Em conversas com funcionários, o CORREIO apurou que o hóspede seria um turista português que bebeu demais e cometeu o ato insano. Mas no hotel fala-se também que se tratava de um árabe milionário que resolveu deixar para trás o que sobrou de dinheiro da viagem a Salvador. A motivação mais cogitada pelos que participaram da "farra", porém, é de que se tratou de uma briga de casal. 

Sem dar detalhes, Glicério disse também  que o hóspede, o qual ele tratou sempre como sendo um homem, não estava sozinho. “Só posso dizer que ele não estava sozinho, estava acompanhado. Não posso dar detalhes porque tenho que manter sigilo sobre os hóspedes. E também vamos ver as câmeras de segurança ainda para ter a certeza absoluta de tudo”, explica.

A Polícia Militar chegou a ser chamada para evitar que as pessoas subissem na marquise do hotel, onde também caiu uma quantidade de dinheiro. A Polícia Civil não procurou o estabelecimento para investigar o caso. A chuva de dinheiro aconteceu na noite de sábado e foi gravada e publicada nas redes sociais por várias pessoas, inclusive o motorista de aplicativo Atan Gama de Araújo, 28 anos. O vídeo viralizou. Atan conta que esperava parado pela próxima corrida, em frente à lanchonete Bob´s, quando um policial que estava perto gritou: "É dinheiro! É dinheiro".

Atan olhou para o céu e só viu "os pontinhos brancos". Caíam do Monte Pacoal, no início da Rua Marquês de Caravelas. "Cara, era muito dinheiro! Pela quantidade de dinheiro que algumas pessoas pegaram, era mais de R$ 10 mil", conta Atan. Só que Atan se preocupou mais em gravar do que catar a grana. “Teve gente que pegou R$ 850. Eu fui abestalhado. Me preocupei em gravar e só peguei R$ 150”, riu o motorista.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas