Conheça a história de mãe e filhas de Feira de Santana que vendem roupas para o Brasil

empregos
07.07.2021, 23:23:00
Atualizado: 08.07.2021, 12:08:47
A família se reuniu em torno dos valores empresariais e descobriram talentos e forças para seguir adiante (Divulgação)

Conheça a história de mãe e filhas de Feira de Santana que vendem roupas para o Brasil

Elas estão juntas para levar adiante a proposta de vestir com estilo

Trabalhar com moda e estilo era um sonho antigo, acalentado desde muito cedo, quando Keu Soares trabalhou numa loja de fábrica, em Feira de Santana. Quando deixou a loja, o desejo de produzir já havia tomado conta dela e, sem titubear, foi trabalhar como sacoleira até conseguir montar o seu próprio negócio: a loja de fábrica Ousa Brasil.

Com 20 anos de existência, o negócio deixou de ser apenas de Keu e passou a ser de toda a família, uma vez que as filhas abraçaram os valores da empresa e o sonho da mãe que também passou a ser de Kelma, Beatriz e Katty. Há nove anos, a empresa viveu uma crise e, em meio às dívidas e à separação, elas se uniram e trouxeram o negócio para um outro patamar. Hoje, além de vender em Feira de Santana, elas mantêm representações na Bahia e em Sergipe, e sonham em ampliar para todo o Brasil.

A família reforça como a união e a coragem foram fundamentais para superar os momentos críticos (Foto: Reprodução)

A união, a coragem, o desejo de superar e o espírito inovador dessas quatro mulheres foram mostrados no programa ao vivo Empregos e Soluções, no início da noite dessa quarta-feira (7), na página do CORREIO, no Instagram. Durante a conversa com Flávia Paixão, Keu e suas filhas falaram sobre as experiências de empreender, os desafios de um negócio familiar e de como as crises possuem lições importantes. 

O que não mata, fortalece
“Quando a pandemia veio, nos assustamos, claro, como todo mundo, mas entendemos que não era o momento de paralisar e sim de nos reinventar e atravessamos o processo sem perda de faturamento, ao contrário, aumentamos nossas vendas”, contou Keu. 

Responsável pelo departamento financeiro e pelo marketing da empresa, Kelma fez questão de reforçar que a crise gerada com as medidas sanitárias não foram nada perto do que a família já precisou enfrentar no passado e que, ao longo do ano passado, em nenhum momento teve vontade de chorar ou se desesperar.

“Deveríamos valorizar mais o poder fortalecedor das crises, que terminam nos preparando para sobreviver. Há três anos, quando conhecemos o Sebrae e tivemos a consultoria de Flávia, chorei muito por achar tudo aquilo muito para mim, por achar que não daríamos conta. Superamos nossos medos e fragilidades. Com a pandemia, o pensamento era: é mais um desafio, vamos superar esse também”, relembrou.

Ela fez questão de dizer que, na infância, os pais tentaram introduzi-las no negócio sem grande sucesso, mas que a maturidade fez com que houvesse um interesse natural. “Nas minhas férias, quando era adolescente, meu pai me entregava o financeiro e aprendi a fazer o básico. Depois deixei os negócios e fui estudar enfermagem. No meu retorno à empresa, precisei reaprender isso e muito mais”, contou à Flávia. 

Herança
Quem também foi se integrando ao negócio foi Katty. Formada em direito, ela atua na área de formação, mas se transformou no rosto e corpo da marca e empresta sua figura para desfilar as criações da mãe, além de desenvolver t-shirts, que caíram no gosto dos clientes. “Tinha muita vergonha e achava assustador precisar fotografar e posar. Depois de compreender os valores da empresa, foi fácil dar um rosto à alma da Ousa”, reforçou. 

As quatro pretendem continuar inovando e estão abertas a novas ideias (Foto: Reprodução)

A caçula Beatriz ou Bia foi fazer engenharia de produção e no estágio percebeu que poderia aplicar o que aprendia na empresa da mãe. Em pouco tempo ela assumiu essa tarefa e, hoje, é a responsável por esse setor no negócio da família.   

Sem esconder a emoção, Keu lembrou que mesmo começando com pouco, de forma mais modesta, é fundamental que o empreendedor doe o seu melhor e tenha planos grandes. “Não é fácil, mas é possível. Se o momento de aprendizado foi a pandemia, pare, elabore as lições, recomece se for preciso, mas não desista”, disse a empresária.

Vale lembrar que todas as quartas-feiras, o CORREIO e a consultora Flávia Paixão convidam um empreendedor para dividir sua história e aprendizados sobre negócios. O programa ao vivo vai ao ar sempre às 18 horas, mas se você não pôde acompanhar, o Empregos e Soluções fica gravado.

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