Conheça a voz da baiana Raze, do jogo Valorant

ivan dias marques
13.03.2021, 06:00:00

Conheça a voz da baiana Raze, do jogo Valorant

Ela é barril!

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Valorant é o primeiro jogo de tiro em primeira pessoa da Riot Games (produtora do mais famoso ainda League of legends - LoL), lançado em junho do ano passado, semelhante ao hiperpopular Counter-Strike (CS). Entre os 11 personagens apresentados no jogo, um é brasileiro. Mais especificamente brasileira - e baiana. É Raze, nascida em Salvador, que anda por aí com uma bazuca. Barril.

A personagem caiu no gosto do público gamer brasileiro e tem até uma playlist oficial no Spotify, com vários artistas baianos como Baiana System (que faz parte da trilha oficial de Valorant), ÀTTØØXXÁ, Luedji Luna, Margareth Menezes, entre outros. Se quiser ouvir, dê um saque aqui.

Para dublar Raze, uma dubladora das melhores foi convocada. Marina Santana (@marinasantana) é atriz, diretora de voz e cantora. Não é baiana, mas é filha de um feirense (claro que Feira de Santana ia estrar envolvida nessa história). A coluna conversou com ela, que conta como foi o processo de aflorar mais o dendê contido hereditariamente em seu sangue e se juntou alguma gíria em seu vocabulário habitual. Antes, porém, dê uma olhada em algumas das melhores falas de Raze em Valorant:

CORREIO - Pra dublar Raze, como foi seu processo pra pegar o 'baianês'? Qual a maior dificuldade?

Marina Santana - Eu nasci em São Paulo mas a minha criação tá totalmente permeada pela cultura de outros lugares do Brasil. Minha mãe é mineira, de Muriaé, e meu pai é baiano, de Feira de Santana. Então, tive a chance de ter bastante contato com o sotaque baiano desde sempre. Meu pai, com seu belo baianês, sempre conta histórias da Bahia e sempre cantamos muito juntos. Toda essa vivência apurou bastante os meus ouvidos pra musicalidade da voz falada também. No meu entender, o sotaque é formado por diversos fatores como fonemas, musicalidade, a maneira de pensar a formação de frases, escolha de palavras, expressões e gírias. Sem dúvida, ter a convivência com esses elementos foi o que me ajudou a chegar nesse parâmetro da construção da voz da Raze. E acredito que a minha dificuldade foi dar o pontapé inicial e deixar aflorar e fluir todas as minhas referências, até então reservadas ao meu ambiente pessoal, dentro de um ambiente de gravação profissional para um jogo da Riot dessa dimensão toda. 

C- Tem alguma gíria que vc gostou mais? Passou a usar alguma no cotidiano?

MS - Eu sou fã das expressões baianas, é um vocabulário riquíssimo! Eu gosto de várias mas vou citar “se pica daqui”. Eu já ouvi isso muito, é meu pai mandando o cachorro pra fora ou contanto que alguém de picou de algum lugar, hahaha... “Brocar” eu já falava. Passei a falar mais “massa!”

C - Os gamers baianos te deram algum retorno sobre a dublagem e a personagem?

MS - Sim, tenho tido bastante retorno. Recebo muitas mensagens no insta elogiando e agradecendo pelo trabalho. O que pra mim é um indicador de que eu consegui dar à cultura baiana o respeito que ela merece. Agradeço imensamente a todas as mensagens carinhosas que tenho recebido!

C- Já veio à Bahia? Se sim, conta como foi, o que mais gostou. Se não, pretende vir? O que mais quer conhecer?

MS - Sim, já fui em algumas ocasiões... pra visitar família, ano novo, Carnaval. Nisso tive a chance de conhecer um pouquinho de Feira, Salvador, Arraial d’Ajuda e Sauípe. Eu adoro tudo, mas especialmente a comida baiana. Ainda quero voltar muitas vezes e conhecer mais. E gostaria de conhecer Morro de São Paulo.

C- Dublar para um jogo é muito diferente de dublar para TV/Cinema?

MS - É bem diferente. Quando a dublagem é pra game (o que chamamos de localização) nós não temos a imagem como na dublagem pra TV e cinema. Ouvimos o áudio original como referência e gravamos a versão em português respeitando o limite de duração de tempo da fala e as pausas no meio das frases também em alguns casos. Isso, em geral, exige um ouvido mais apurado e uma imaginação mais ativa do que na dublagem com imagem.

C- Assisti a uma live de Valorant que vc participou. Vc gosta, tem costume de jogar?

MS - Fiz algumas lives com outros dubladores de Valorant que jogam e na verdade eu não jogo, fico conversando com eles durante o jogo e trocando ideia com o pessoal do chat que tá sempre muito animado e divertido. Isso tem sido um respiro acolhedor durante essa situação de pandemia que vivemos atualmente. Eu gosto de jogar (já joguei muito CS nessa vida!) mas agora eu uso Mac e não é o melhor sistema pra jogo, então ainda não tive a chance de jogar Valorant. Já me perguntaram qual é a sensação de jogar com a própria personagem mas eu também não sei gente. Hahaha… Quero muito saber! Seria o máximo poder explodir coisas com a Raze, ela é bem meu estilo de jogo! Fico feliz com a dimensão que a Raze ganhou representando o Brasil num jogo tão incrível como Valorant. 

Valorant é gratuito e você pode testar sua habilidade baixando ele no site oficial. Só lembre de dar uma olhada nas configurações mínimas. Ah, como Marina já disse ali, o game só roda em Windows. 

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Philco lança linha inédita para cuidado com a pele

Um ano de pandemia e muita gente precisou se virar em casa também esteticamente. O que tem de gente que aprendeu cortar cabelo sozinho, por exemplo, não tá no gibi. Pensando nesse nicho também, a Philco está apresentando a inédita linha Phiclo SkinCare no Brasil. "Específicos para tratamentos da pele, os produtos vêm com tecnologia avançada para tratar das áreas dos olhos e do rosto com os mesmos resultados profissionais de clínicas de estética", diz a empresa. Os dois primeiros produtos da linha são o Ultrasonic Beauty, um aparelho com sete funções que promovem firmeza, revitalização, limpeza e nutrição profunda da pele (tem massagem sônica, copressa quente, cuidado com acne, etc.) e o EyeMagic, exclusivo para a área dos olhos. Este último "suaviza as linhas de expressão, diminui olheiras e bolsas e torna a pele ao redor dos olhos muito mais firme", segundo a Philco. Quem não tá precisando, né?

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Impressoras novas da Brother inspiradas no home office

Home office é sinônimo de diminuição no gasto de gasolina, mas, em compensação, aumento em outros custos, incluindo papel e tinta de impressora. As escolas sempre pedem para imprimir algumas atividades, além do próprio trabalho necessitar por muitas vezes. O escâner, mesmo com os diversos apps que o simulam, também passou a ser mais necessitado. Pensando nisso, a Brother apresenta uma linah nova de impressoras multifuncionais InkBenefit Tank, que primete "alto rendimento de páginas, maior velocidade de impressão e economia de tinta". São quatro modelos, com preços que vão de R$ 1.449,00 a R$ 2.719,00. “Nós estamos sempre em busca de soluções que possam facilitar a vida das pessoas e o lançamento dos novos modelos tanques de tinta é um exemplo disso. É uma linha perfeita para quem trabalha de Home Office e para pequenas e médias empresas. Temos certeza de que será um sucesso”, diz João Yazaki, Gerente de Marketing da Brother.  A linha nova está à venda na loja oficial da empresa.

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